SPINELLI, NELSON

Jornalista, radialista e dramaturgo. Além de marcar sua passagem pela imprensa como redator do jornal A Folha e, depois, como diretor da Revista de Jundiaí, Nelson Spinelli fez brilhante carreira no rádio, área em que começou a atuar em junho de 1946, quando foi implantada na cidade a Rádio Difusora Jundiaiense, então conhecida pelo prefixo ZYE-6. Convocado para compor a comissão artística da emissora, revelou Spinelli invulgar aptidão para adaptar textos de teatro e roteiros de filmes para a linguagem radiofônica e criar programas que mexiam com a imaginação dos rádio-ouvintes. Entre os primeiros programas que criou, nessa linha, destacaram-se o Tela no Éter, que apresentava dramas e comédias inspirados em filmes, músicas, romances e fatos da vida real, e o Teatro Matiné, com episódios dos filmes em cartaz nos cines Ideal, República e Polytheama. Entre as fitas radiofonizadas nessa época, sob sua direção, figuraram: A irresistível Salomé, Vidoca – Escândalos em Paris, Paula, Tormento, Dama, Valete e Rei, A Volta de Monte Cristo, O Filho de Robin Hood, Tentação, Espelho d’Alma, Egoísta, Toda uma Vida, Desespero. Fizeram parte do seu elenco de radioatores: Mary Müller, Nelson Loda, Lourdes Chicone, Rubens de Oliveira, Layla Cury, Cirilo Mendes, Weriomar Castro, Cruz Lucena, Durval Alencar e Ruy da Silva Velho, além de Agostinho Olivato Neto (Boy) na sonoplastia. Afora as adaptações, Spinelli escreveu muitas histórias para o Rádio Teatro Difusora, inclusive novelas – como O Homem Que Eu Amo, inspirada na música americana The Man I Love, que estreou em 1947 – cujo roteiro desenvolveu em parceria com Dorival Valentin. Em 1948, Spinelli estreou o programa Cocktail Sonoro, feito em parceria com Rubens de Oliveira, e o Noturno das 9, voltado à música, crônica e poesia, apresentado em conjunto com Alcino Pontes de Oliveira. Também nesse ano, junto com Rubens de Oliveira, colocou no ar o programa Nas Ruas de Jundiaí, onde eram satirizados situações e fatos do cotidiano da cidade. A arte, a cultura e a informação foram reunidas por ele no programa Sequência de Atrações, lançado também nessa época, para cuja produção era mobilizada toda a equipe de locutores e radioatores da Difusora. Com 60 minutos de duração, esse programa se compunha de vários blocos, a saber: Notícias da Semana (com noticiário nacional); O Que Vai Pelo Mundo (internacional), Ciência Moderna (com as novidades do mundo científico); um trailer da peça que seria apresentada no programa seguinte; Desenho animado (radiofonização de fábulas e histórias para crianças); Cine Comédia (com um skateh e um filme principal); uma peça completa, baseada em livros, filmes ou músicas, e a Fita em série, com capítulos relâmpagos de uma história. O primeiro programa dessa série foi ao ar no dia 10 de setembro de 1949, com o seguinte roteiro: um trailer de Maria Bonita, o infantil Chapeuzinho Vermelho, a comédia Odeio-te Meu Amor e o primeiro capítulo da história Uma Aventura Arriscada. Além de intensa atuação no radioteatro, Spinelli foi um dos primeiros comentaristas esportivos da Rádio Difusora, tendo, por muitos anos, acompanhado José Pedro Raymundo nas transmissões de futebol, além de apresentar o programa Instantâneos Esportivos, a partir de 1949. Destacou-se, ainda, como repórter e comentarista político, com a proeza de ter sido o primeiro a transmitir, “ao vivo”, uma sessão da Câmara Municipal. Isto se deu em 10 de fevereiro de 1951, quando, utilizando um pequeno transmissor recém-adquirido pela Rádio Difusora, entrevistou, diretamente do plenário, os vereadores dr. Armando Carvalho Fernandes Júnior, dr. Alfredo Abaid, professor Lupércio Silveira (vice-presidente), Pedro Favaro (líder da maioria), Hermenegildo Martinelli, Alberto da Costa e João Batista Curado. Em paralelo à atividade no rádio, Nelson Spinelli prosseguiu, por muitos anos, colaborando na imprensa local, inclusive deixando muitos contos publicados na Revista de Jundiaí.

Encontrou algum erro?

Envie uma correção

EFEMÉRIDES
Em 17 de julho de ...
1892 Nascia em Castel Viscardo, Itália, o músico Odorico Stefani.
1918 Nascia em Jundiaí o ator e comediante Gentil Bervert.
1929 Nascia em Jundiaí o advogado, poeta e cantor João Lopes de Camargo.
1988 Falecia em Jundiaí, aos 59 anos, o músico e desenhista autodidata Leonardo Scarpim (Nardinho).
1996 Falecia em Jundiaí, aos 89 anos, o odontólogo e músico Isaac da Silva Bellini.
1997 Falecia em Jundiaí o cantor, compositor e cineasta Moacyr de Almeida Ramos.

Saiba mais sobre estes e outros personagens, instituições e fatos ligados às Artes, à Cultura e à História de Jundiaí navegando pela nossa Enciclopédia Digital.

Acompanhe nossas Redes sociais
Parceiros

Copyright © 2021 Jundipedia. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por PROJECTO