(San Toná Di Piave-Itália, 18/5/1926 +Jundiaí, 23/10/1995) – Pintor. Assinava Gianni Scarparo. Veio para o Brasil em 1950 e em 1954 radicou-se em Jundiaí, onde deu continuidade à atividade artística, iniciada aos 18 anos, em plena Guerra Mundial. A primeira mostra de sua obra foi composta por nus femininos, pintados nas paredes do quartel em que ficou alojado antes de ser mandado para o front, quando foi convocado para incorporar as tropas alemãs que combatiam na frente russa. Nesse ano de 1944, Gianni conheceu as agruras do conflito, inclusive passando longo período em poder dos russos. Sua primeira exposição em Jundiaí foi realizada nas antigas dependências da Biblioteca Pública Municipal (Rua Rangel Pestana, 372), em 1981, numa promoção do Jornal Cultural, que então conpletava dois anos de existência. As telas apresentadas nessa mostra retratavam cenas da província de Veneza, envolvendo seus habitantes e casarios, além de flores, animais e rostos de pessoas. A principal característica dos trabalhos apresentados eram as cores neutras e suaves, nos tons amarelo, marrom e terra. Em setembro de 1982, expôs no Club Atlético Paulistano, da capital. Nessa oportunidade, seu conterrâneo Inos Corradin lhe fez a seguinte apresentação: “Conheci Gianni Scarparo na década de 50, quando ele chegava ao Brasil, vindo da Itália, da região vêneta que é também a minha região. Ele já tinha um currículo artístico, com participações em algumas exposições coletivas em diversas cidades italianas, e eu chegava de Salvador, onde tinha realizado, euforicamente, minha primeira exposição individual. Tivemos, portanto, um contato e um relacionamento com estímulos à pintura com muita frequência. Ele tinha trazido algumas pequenas paisagens da campanha vêneta com todo sabor de uma técnica ‘ottocentesca’ bem elaborada e com cores sóbrias e harmoniosas. Depois, durante muitos anos não o vi mais. Percorremos caminhos diversos e nos cruzamos em ocasião de sua exposição promovida pelo Jornal Cultural de Jundiaí. Quando se deixa a terra natal, deixam-se coisas, pessoas, paisagens, o trigo e as papoulas de Vêneto, mas leva-se consigo as imagens e todos os sentimentos, no espaço reservado à nostalgia. Gianni, nos seus quadros recentes, reflete o eco nostálgico de um tempo e de uma memória, com uma técnica e uma matéria pictórica refinada e segura, com cores de baixas tonalidades, perfeitamente harmoniosas com a temática que se propõe: – uma temática quase metafísica, composta de arcos, em luzes oníricas, de antigos mosteiros interpretados em fase de uma impossível volta ao passado. Gianni é um pintor que deve ser visto com seriedade, porque pinta com seriedade. Creio que as paredes do Club Atlético Paulistano mostrarão isto.”

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EFEMÉRIDES
Em 29 de novembro de ...
1911 Nascia em Jundiaí o fotógrafo amador Oswaldo Willy Fehr.
1955 Nascia em Jundiaí a escritora Thaty da Cunha Marcondes.
1955 Era criada em Jundiaí a Jundiá Filmes, responsável pela produção de filmes que contaram com atores locais e grandes nomes do cinema nacional.
1965 Nascia em Jundiaí o compositor Ailson do Amaral Vanderlei Jr.
1967 Falecia em São Paulo, aos 73 anos, o dramaturgo Francisco Antonio Vidile.
1969 Falecia em Jundiaí o violonista e compositor Rubens Torricelli.
1970 Nascia em Jundiaí a pintora e escultora Cristiane Suiter.
1971 Nascia em Jundiaí o diretor de cinema Renato Natal de Oliveira (Mindu).
2002 Falecia em Jundiaí o cantor e compositor Antonio Geromel.
2005 Falecia em São Paulo, aos 69 anos, o locutor esportivo Luiz Augusto Maltoni.

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