Antes do advento da televisão, era comum a radiofonização de textos adaptados do teatro ou do cinema, ou, ainda, de composições musicais de forte apelo dramático. Esse gênero de representação, que normalmente exigia o concurso de um narrador, posto que os atores não eram vistos, teve sua época áurea em Jundiaí de 1947 até os anos 50, com as produções do Rádio Teatro ZYE-6 – ou Rádio Teatro Difusora – cujo elenco foi inicialmente composto por José Seckler Machado (também autor de muitos scripts), Armando Dainese, Francisco Montes, Vicente Alves, Donato Rullo (autor de scripts sertanejos), Cruz Lucena, Aroldo Júnior, Lia Sales, Arquimedes de Almeida, José Cirilo Naid, Rubens de Oliveira, Eunice Campaner, Wanda Campaner, Euclides da Cunha, Luiz B. Garcia, Antonio de Oliveira, Rubens Soares, Nelson Gerreira, Adélia Mendonça, Araci Ferracini, Eugênio A. Camargo e Nelson Loda, sob direção geral de Dalberto Mário Giaccheta. Além de quadros humorísticos – como o Cirquinho do Zacarias (contracenando Aroldo Moraes Jr. e Nelson Gerreira), A Vida é Uma Piada (criado por Rubens de Oliveira) e tantos outros – eram representadas peças românticas, tais como Uma História para Você, Um Romance para Você e Amor é Sempre Amor (escritas por Aroldo Moraes Jr.); adaptações de filmes, como A irresistível Salomé, Vidoca – Escândalos em Paris, Paula, Tormento, Dama, Valete e Rei, A Volta de Monte Cristo, O Filho de Robin Hood, Tentação, Espelho d’Alma, Egoísta, Toda uma Vida, Desespero (todas, dentro da seção Teatro Matiné, criada por Nelson Spinelli) etc. Por essa variedade de atrações, a partir de 1948 o Radioteatro Difusora começou a segmentar-se, surgindo, então as seções Teatro Policial, Teatro Religioso, Rádio Comédia, Rádio Cinema e Rádio em Novela. Em 1949 surgiu o quadro História da Música, com a representação da peça Madrugada, inspirada em um samba gravado por Francisco Alves. Já em 1951, entrava na programação da rádio a peça-documentário Abraham Lincoln em Illinois, gravada pelo cast da Rádio Bandeirantes, com a participação dos radioatores jundiaienses Celso Guimarães (no papel do presidente norte-americano), Nicolau Tuma, Nelson Loda e Gonzaga Martins. A este documentário patrocinado pelo Serviço Cultural Brasil-Estados Unidos, seguiram-se dezenas de peças de autores nacionalmente famosos – como A herança da Tia Beatriz e O Príncipe Indu, de Rute Amaral, O Grito do Ipiranga, de Juracy Camargo, Vinte anos, de Patrício Luiz Leandro – e também peças e novelas escritas ou adaptadas por autores jundiaienses. Neste segmento são lembradas: Príncipe Encantado (do professor Lupércio Silveira); O Homem Que Eu Amo (de Nelson Spinelli e Dorival Valentin). Igualmente marcaram época no Rádio Teatro ZYE-6 os programas Teatro em Miniatura, Tela no Éter e Teatro da Vida, criados e dirigidos por Nelson Spinelli.

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EFEMÉRIDES
Em 29 de novembro de ...
1911 Nascia em Jundiaí o fotógrafo amador Oswaldo Willy Fehr.
1955 Nascia em Jundiaí a escritora Thaty da Cunha Marcondes.
1955 Era criada em Jundiaí a Jundiá Filmes, responsável pela produção de filmes que contaram com atores locais e grandes nomes do cinema nacional.
1965 Nascia em Jundiaí o compositor Ailson do Amaral Vanderlei Jr.
1967 Falecia em São Paulo, aos 73 anos, o dramaturgo Francisco Antonio Vidile.
1969 Falecia em Jundiaí o violonista e compositor Rubens Torricelli.
1970 Nascia em Jundiaí a pintora e escultora Cristiane Suiter.
1971 Nascia em Jundiaí o diretor de cinema Renato Natal de Oliveira (Mindu).
2002 Falecia em Jundiaí o cantor e compositor Antonio Geromel.
2005 Falecia em São Paulo, aos 69 anos, o locutor esportivo Luiz Augusto Maltoni.

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