BARROS, APARECIDA MARIANO DE

(Piracicaba-SP, 24/1/1923 +29/12/2012) – Escritora e compositora. Filha de Antonio Joaquim Mariano e de Maria de Lemos Monteiro, Aparecida Mariano fez seus estudos no Colégio Irmãs de São José, em Piracicaba, e muito cedo começou a compor versos, que, já então, eram publicados pela imprensa em sua terra natal. Atualmente, faz parte de mais de 30 entidades literárias do Brasil e do exterior, sendo delegada do Instituto Cultural Português (RS) em Jundiaí; madrinha dos Trovadores; dama de honra e embaixatriz da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel (BA) e detentora da Ordem do Mérito Carlos Gomes. Tem trabalhos publicados nos jornais de Jundiaí e de Piracicaba e na revista Troféu; nas antologias Jundiaí Poética; Antologia Poética de Jundiaí; Momentos de Inspiração; Caminhando Juntos; Letras Acadêmicas (da A.J.L.); Plaquetas e Coletâneas da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí; Escritores Brasileiros; Cadernos Literários e em mais de 50 outras coletâneas de poesia publicadas no Brasil. Sua poesia também foi direcionada para o campo musical, no qual começou a destacar-se em 1967, com Rancho Feliz, música gravada pela Phillips, após sua premiação no I Festival de Música Sertaneja de São Paulo, promovido pela Rádio e Televisão Paulista (atual Globo). Rancho Feliz, lhe valeu, também, uma Medalha de Honra ao Mérito, outorgada pela Rádio Santos Dumont, de Jundiaí, em razão de ter sido a música mais solicitada pelos ouvintes dessa emissora em 1967. Em 1968, Aparecida Mariano voltou a classificar-se no concurso promovido pela emissora paulista, sendo sua música Samba de Amor remetida ao Arquivo da Cidade de São Paulo. Depois disso, teve várias outras músicas gravadas, como: Queixa, em fita K7, pela Golden Music; as guarânias Amargurado, em disco, por Zé Floresta e Florestal (Gravadora Califórnia) e Nosso Adeus, por Nonô e Naná (Gravadora Copacabana); o arrasta-pé Despedida, por Niuto, Neuto e Nardinho (Gravadora Califórnia); e a valsa Sabe Por Quê?, pelo seresteiro Cobrinha, com acompanhamento do maestro Caçulinha (Gravadora Califórnia). Seu primeiro livro, Quando o Sabiá Cantava, publicado pela Literarte, em 1985, recebeu do poeta maranhense Danilo Giuberti Filho, a seguinte apreciação: “Este livro, Quando o Sabiá Cantava, é um equilíbrio musical diante de sua mais profunda cosmovisão poética, de onde suas palavras se misturam sobre a força propulsora e motriz de sua veia lírica: ‘O canteiro florido, / Há trevos mimosos / Que já foram pisados /Por namorados / Em descuidado enlevo.’ A poesia de Aparecida Mariano de Barros se traduz numa sinfonia de luz, num canteiro de poesias, sintetizando a beleza na construção exata dos versos, numa engenharia que se aproxima com a poesia imaginária de Cecília Meireles. ‘O vento vadio, passa / Balouçando a vidraça / Que mostra a serrania / Num dia de sol.’ Este livro se consagra por si próprio. Ilumina o caminho dos leitores, numa viagem ao cosmo, passando pela Via-Láctea de Olavo Bilac. Realiza o sonho da poetisa Aparecida Mariano de Barros Quando o Sabiá Cantava, trazendo de volta para a nova poesia brasileira um gosto apurado, um sabor mítico e estético inteiramente social e humano. Merece nossos aplausos!.” Em 1988, Aparecida Mariano lançou nova coletânea de poesias, sob o título Onde o Sabiá Fez o Ninho; em 2002, publicou À Sombra da Paineira – com o qual foi premiada no Concurso Nacional Literário “Benedito Rodrigues do Nascimento”, da Sociedade de Cultura do Brasil e Casa do Poeta Brasileiro, do Estado de Goiás; e em 2003, lançou Ouvindo a Cachoeira e Jundiaí nós te Amamos, pela C.N. Editora. Além de numerosas participações em programas de TV e atuação como jurada em diversos festivais de música, Aparecida Mariano registra, em sua carreira, diversas premiações em concursos literários, como o primeiro lugar no XIII Prêmio Moutonée, da cidade de Salto, conquistado em 2002 com o poema A Diarista. Em 2003, repetiu a conquista do Moutonée, foi finalista no I Concurso Internacional de Trovas de Divinópolis-MG; classificou-se no Concurso Internacional de Quadras de Fuzetas (Portugal) e recebeu a Láurea Lítero-cultural “Dona Iraídes Amélia do Prado”, da Casa do Poeta Brasileiro (Goiás), além de medalhas de Menção Honrosa e diplomas de Menção Especial no IX Congresso Nacional e Internacional de Trovas realizado em Magé (Rio de Janeiro). Também foi alvo de homenagem por parte de diversas instituições culturais, como a Casa do Mestre, que a destacou na capa do livro Glórias, com o qual foram comemorados os 40 anos de fundação da entidade. Em 1996, Aparecida Mariano de Barros foi biografada pelo poeta Rodolfo Coelho Cavalcanti, em literatura de cordel. Ocupa a cadeira nº 16 da Academia Jundiaiense de Letras e está catalogada nos Dicionários Jundiaienses de Música e de Literatura, publicados por Celso de Paula (Ed. Literarte, 1999).

Recebendo o prêmio Moutonée em 2003.

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EFEMÉRIDES
Em 21 de junho de ...
1912 Nascia em Jundiaí o carpinteiro e escritor Donato Rullo.
1926 Era fundada em Jundiaí a Associação Esportiva Jundiaiense.
1943 Nascia em Jundiaí a pintora e arte-educadora Sueli Ferreira.
1960 Nascia em Jundiaí a artista plástica Helena Beatriz Galvani.
1961 Nascia em Jundiaí o poeta e romancista José Carlos Zâmbolli.
1981 Nascia em Jundiaí a bailarina Marcela Molena.

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