São Paulo, 13/3/1944 +Jundiaí, 7/5/2025 – Advogado, professor universitário e escritor. Nome literário: Luiz Haroldo. Começou a escrever na adolescência, quando aluno do Colégio Santa Cruz (São Paulo), produzindo um jornal mural, em parceria com o colega Francisco Buarque de Holanda – o que lhes valeu um prêmio de jornalismo especialmente criado para eles, por aquela instituição. Foi aluno de História do professor Carlos Alberto de Sá Moreira e, através deste mestre, teve despertado seu interesse pela Genealogia e pela História Medieval – assuntos dos quais se tornou profundo conhecedor. O contato com os padres canadenses do Santa Cruz aperfeiçoou o seu domínio do idioma francês (aprendido quando criança, com o pai, que morou dezoito anos na Suíça) e do inglês. No colégio São Luís, de São Paulo, que frequentou de 1960 a 1962, foi membro ativo da Arcádia Gregoriana (academia literária mantida pelos jesuítas), em que teve contato com Altino Arantes. Estudou Direito no Largo São Francisco (1963-1967) e em 1973, escreveu a monografia “O Suicídio Psicossomático de Álvares de Azevedo”, em parceria com o psiquiatra Durval Marcondes, cuja morte, ocorrida pouco depois, resultou no extravio do manuscrito. Foi também nessa época que produziu sua primeira monografia jurídica, “O Dinamismo Funcional do Conceito de Taxa”, com a qual conquistou, em 1967, o prêmio do concurso anual de monografias promovido pelo então Instituto Brasileiro de Direito Financeiro – depois Instituto Brasileiro de Direito Tributário, filiado à International Fiscal Association – sendo a comissão julgadora presidida por Gilberto de Ulhôa Canto. Durante a Reforma Tributária entre 1965 e 1966, foi assessor pessoal do professor Rubens Gomes de Sousa, que trabalhava nos anteprojetos da Emenda Constitucional nº 18, de 1965, e do Código Tributário Nacional. No início dos anos 1970, a convite de Anthony John Mac Culloch, trabalhou com Janet Edwards na montagem da peça Murder in the Cathedral, de T. S. Eliot, interpretada pelos professores da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa. Luiz Haroldo lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo dos anos 1970 aos anos 1990 e foi, também, professor de Direito Tributário na Faculdade de Direito Padre Anchieta, de Jundiaí, de 1973 a 2002. Mudou-se para Jundiaí em 1990, quando se casou com Maria Helena Menten. Radicado na cidade, tornou-se cronista do Jornal de Jundiaí, onde estreou com o estudo “O Crime de Petronilha Antunes”, que abriu novas perspectivas a respeito da história da fundação da cidade, relacionando-a com a Guerra dos Pires e dos Camargos, e pelo qual recebeu um ofício congratulatório da Câmara Municipal. Também escreveu uma coluna de anedotas jurídicas no Jornal da 33ª OAB/SP, com o título “Rapidinhas do Lulu”. Publicou seis livros de ficção humorística: “Lulu das Pervas e a Calcinha da Tiche” (Copola, 1994), “O Bode na Livraria” (Literarte, 1996), “5 +a Bruxa são 6” (Literarte, 1997), “Memórias da Adriana” (Literarte, 1999), “A Estreia” (Literarte, 2001) e “Lulu, por extenso” (Literarte, 2002), além da peça de teatro “João Miramar, a Academia e a Bucha” (Literarte, 1998) e dois livretos de poesia: “A Lira dos Anos Vinte” (em parceria com Tarsila Costa Amaral (Literarte, 1998) e “Ad Priscillam”, em edição trilingue (Literarte, 2002). Depois desses, publicou mais de duas dezenas de livros de ficção, além de documentários e livretos sobre os mais diferentes assuntos. Foi condecorado pelo Governo do Estado de São Paulo com a Cruz de João Ramalho, por seus trabalhos genealógicos, e pelo Município de Jundiaí com a Medalha Professor Joaquim Candelário de Freitas, por suas atividades docentes na Faculdade de Direito Padre Anchieta. Procurador de carreira do Banco Central do Brasil desde 1977, produziu alguns estudos sobre a disciplina jurídica da moeda, um dos quais, “Inconstitucionalidade das Unidades Fiscais Criadas por Estados e Municípios”, foi publicado na Revista Trimestral do Legislativo. Produziu também estudos sobre Direito Bancário, como “Conversão de Liquidação Extrajudicial em Falência”, com o qual conquistou o primeiro lugar em um concurso interno do Banco Central para promoção de carreira. Outros trabalhos jurídicos seus são: “Aspectos Estruturais e Dinâmicos do Imposto Sobre Operações de Câmbio” (tese de doutorado) e “Aspectos Criminais na Falência de Instituições Financeiras” (Revista da Faculdade de Direito Padre Anchieta). Luiz Haroldo foi membro da Academia Jundiaiense de Letras e da Academia Jundiaiense de Letras e Ciências Jurídicas e consta em verbetes no Dicionário Jundiaiense de Literatura, de Celso de Paula (Editora Literarte, 1999) e Enciclopédia Cultural De Paula (Literarte, 2006).

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EFEMÉRIDES
Em 3 de junho de ...
1894 Nascia em Piracicaba-SP o violonista Antonio de Barros Leite.
1916 Nascia em Rio Claro-SP o empresário Antonio Segre.
1937 Nascia em Jundiaí o ator e comediante Ovídio Maion.
1949 Nascia em Amparo-SP a poetisa Sônia Maria de Araújo Cintra.
1979 Falecia em Jundiaí o músico João Nalini.
1981 Falecia em Jundiaí o jornalista Oswaldo Sacchetto.
1983 Nascia em Santo André o professor, poeta, historiador e ilustrador José Felício Ribeiro De Cezare.
1993 Falecia em Jundiaí, aos 67 anos, o fotógrafo Wilson Craveiro.
2004 Falecia em Jundiaí a escritora Luíza da Silva Rocha Rafael.
2022 – Falecia em Várzea Paulista, aos 75 anos, o cantor sertanejo José Wilson Mendes Gonçalves, cabeça da dupla Pingo de Ouro & Beija-flor.

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