ROSA, JOVINO

(Mogi Mirim-SP, 25/8/1942) – Tecladista e vocalista. Antes do órgão eletrônico, com que se fez famoso tocando em orquestras, clubes e restaurantes de hotéis, Jovino Rosa teve o acordeão como seu fiel companheiro. Quando chegou em Jundiaí, em 1958, foi com esse instrumento que ele deu início à sua carreira, primeiro se apresentando individualmente e, depois, fazendo o acompanhamento dos novos talentos que participavam dos programas de calouros da Rádio Santos Dumont, então realizados no antigo Cine-Teatro Argos, sob o comando de Daniel Paulo Nasser. Foram esse locutor e o produtor do programa, Vicente Alves, que o encaminharam no início da carreira, inclusive incentivando-o a montar o seu primeiro conjunto musical. Outro grande estímulo que teve nessa época, no ano de 1959, foi a conquista do primeiro lugar no concurso Roda de Violeiros, que era realizado sob o patrocínio das Alpargatas Roda, com produção e apresentação de Tião Pinheiro. A partir daí, tornaram-se frequentes os convites para ele se apresentar em orquestras.  Tocou por quatro anos seguidos na Orquestra Continental, revezando os vazios da sua agenda entre a Universal, a Marajoara e a City Swing. Em meados dos anos 60, no auge do movimento jovem guarda e da bossa nova, era Antonio Furquim quem o convidava para montarem, juntos, uma banda de bailes. Surgia, assim, a Blue Moon, que, por um largo período, imperou nos clubes de Jundiaí e das cidades vizinhas. Seu instrumento, nessa altura, passava a ser o órgão eletrônico, então, recém-introduzido no Brasil. De 1972 a 1976, atuou como organista da Orquestra City Swing, viajando com o grupo por todo o interior do Estado. Mas, de há muito, era o seu anseio montar um novo conjunto musical. Para realizar esse sonho, Jovino hipotecou sua própria casa em um empréstimo bancário, em 1977, para a compra dos equipamentos que precisava. E, a partir daí, ajudado por seu grande amigo Antenor Biancardi, o popular Nonô, e da esposa dele, a pianista e professora de canto Elvira Biancardi, ele ganhou um pouco mais de técnica no órgão e passou também a cantar e se acompanhar sozinho. Graças, ainda, à amizade e o prestígio de seu amigo Nonô, em 1978 ele conheceu a empresa Guilherme Mamprin Estância Santa Tereza, com a qual, em 1980, viria assinar contrato para tocar e cantar no Restaurante Frango Assado, por uma temporada de dois anos. Vencido esse período, renovou o contrato, desta vez, para montar uma banda e tocar na própria estância, em Valinhos. Ficou lá até 1986, cumulando, a partir de 1984, a animação das sextas dançantes do Grêmio Recreativo C.P. No final de 1986, Jovino montou um esquema musical adequado a restaurantes de hotéis e começou a se apresentar no Hotel Estância Vale das Vinhas, no bairro do Currupira, e no Hotel Cabreúva. O esquema deu tão certo que ele acabou recebendo proposta do Clube Jundiaiense para também ali se apresentar, animando os jantares dançantes das sextas-feiras. Para Jovino, foi esse o melhor período da sua carreira, tendo em conta que, além do trabalho direto às sextas-feiras, teve o privilégio de animar os bailes carnavalescos de 1989 e 1990, quando os principais festejos do Clube ainda eram realizados na sede central. Informatização – No início dos anos 90, quando começaram a aparecer os sintetizadores sequenciados, com bancos de memória para diferentes timbres de som, Jovino optou pelo uso desse sistema, considerando a dificuldade que já sentia em encontrar bons músicos para a sua banda. Assim, informatizado, ele deu sequência ao trabalho no Hotel Cabreúva, onde os seus contratos se estenderam até 1996, perfazendo um total de nove anos. Depois disso, ele veio a montar uma nova banda para bailes, porém, sem abrir mão do sequenciador, de modo a precisar não  mais que um cantor, uma cantora e um instrumentista de sopro para dar conta do recado. Com este novo esquema, ele passou a animar os encontros dançantes de casais na sede de campo do Grêmio C.P. e também a atender os convites de clubes de outras cidades, como Sorocaba, Valinhos, Indaiatuba, Campinas e, até mesmo, da capital, aonde a sua fama também tem chegado.

Jovino, com seu acordeon,
em abril de 1976
O músico, com seu órgão eletrônico, no início dos anos 1990
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EFEMÉRIDES
Em 24 de junho de ...
1905 Nascia em Jundiaí o ator Pompeu Perdiz.
1912 Nascia em Itatiba Luiz Latorre, empresário e ex-prefeito de Jundiaí.
1946 Entrava no ar a Rádio Difusora Jundiaiense.
1971 Nascia em Jundiaí a artista plástica Leila Alves Lopes.

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