JONA, ADRIANA GAI

(Omegna-Itália, 21/2/1915 +Jundiaí, 16/7/2005). Pintora, aquarelista, desenhista, gravadora, escultora, poetisa e musicista. Nome artístico: Adry. Estudou em colégio de freiras, dos seis aos 16 anos, em Turim, onde também teve aulas de piano com a professora Clarida Bertoglio, do Conservatório Giuseppe Verdi. Em 1938, devido à II Grande Guerra (1939-1945) e à sua vinda para o Brasil (1953), teve que abandonar completamente o piano. Só retomou os estudos do instrumento em 1969, quando prestou exames no Conservatório Musical Carlos Gomes, de Campinas e foi admitida no 8º ano. Depois de diplomar-se (1971), lecionou História da Música no Conservatório campineiro, ao mesmo tempo em que fazia aperfeiçoamento, sob orientação do mestre Orlando Fagnani. Participou de vários recitais com Fagnani, tocando a dois pianos. Também estudou cravo e órgão, fez curso de interpretação com a professora Lilita Graziani e curso especial de técnica com o professor A. Bezzan. Adry participava semestralmente, de encontros de pianistas organizados pela concertista Olga Tarlá Silva, com a qual também chegou a se apresentar em numerosos recitais a dois pianos e a quatro mãos. A partir de junho de 1993, seus concertos passaram a ser ilustrados por pinturas inspiradas pelas músicas do seu repertório. Foram frequentes as suas audições na Sala Jahyr Accioly (Museu Histórico e Cultural, Solar do Barão de Jundiaí), a convite da Coordenadoria Municipal de Cultura e Turismo, e em eventos promovidos pela Academia Jundiaiense de Letras e pela Academia Feminina de Letras e Artes, entidades das quais fez parte. Entre os vários recitais dados por Adry na Sala Jahyr Accioly, ganhou especial destaque o intitulado União dos Povos Através da Música, que foi ilustrado por ela com pinturas que remetiam a peças de Mendelssohn – compositor alemão que se inspirou em Veneza (Itália) para compor Gondoleira Veneziana –, de Mozart e de Vincenzo Monti. Também na Sala Jahyr Accioly, em março de 1995, apresentou recital comemorativo ao aniversário da elevação de Jundiaí à Cidade e Município, com um repertório preparado a partir de pesquisa realizada no acervo do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, onde foram levantados originais dos compositores jundiaienses Haydée Dumangin Mojola, maestro Frederico Nano e Orlando Vicente D’Angieri. Em 1996, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, comemorado na Sala Glória Rocha, Adry resgatou 11 composições de Haydée Mojola, em um recital ilustrado por 19 quadros de sua autoria – todos tendo como tema a mulher. Também, nessa mesma oportunidade, executou  Tramonto, música composta por sua colega Olga Tarlá Silva, e a Ave Maria de Gounod. Ao término do recital, Adry foi homenageada com uma placa comemorativa, ofertada pela Prefeitura de Jundiaí. Pintura – Por estar sempre ligada à arte, Adry sentiu a necessidade de expressar-se também por meio da pintura e, para tanto, em 1968, encaminhou-se para o estudo das artes plásticas. Iniciando como autodidata, nesse mesmo ano conquistou uma Menção Honrosa, com guache, no V Salão de Belas Artes de Jundiaí. Em 1970 matriculou-se na Escola de Desenho e Pintura Campinas, onde fez os seus estudos sob orientação do professor e pintor Mário de Oliveira e diplomou-se com Medalha de Ouro e com o Prêmio Governador do Estado. Formou-se, também, em Desenho Publicitário, e fez vários cursos livres de escultura, cerâmica e pintura, estudando com o professor Aldo Cardarelli, na PUC-Campinas, e com o pintor Francisco Gallotti, na Escola Matisse, do Prof. Miguel Lopez Pallas. Frequentou os ateliês de Ettore Federighi, Durval Pereira, Salvador Rodrigues Jr. e Arlindo Castellane; participou de oficinas de pintura na Pinacoteca do Estado e no Museu Lasar Segal; em 1988/89 cursou aquarela com o professor Lund, na Casa da Cultura de Jundiaí, e em 1996 participou do Workshop Sudameris de Arte, realizado no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, tendo como orientadores o pintor Cláudio Tozzi e o crítico de arte Felipe Senatore e como palestrante o crítico Jacob Klintowitz. Inscrita na Funarte, como artista profissional, Adry foi sócia-fundadora da Associação dos Artistas Plásticos e uma das pioneiras da Feira de Arte e Artesanato de Jundiaí, quando este evento ainda era realizado na Praça da Bandeira. Fez parte, também, do primeiro grupo de expositores da Feira de Arte e Artesanato de Valinhos (SP), ali apresentando suas pinturas em óleo sobre tela e em porcelana. Algumas de suas obras integram os acervos do Museu do Presépio (São Paulo), do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí e das pinacotecas de Limeira-SP, Itu-SP, Itapetininga-SP, Taubaté-SP e Getulina-SP, bem como da Câmara Municipal de Jundiaí e de várias outras instituições do Brasil e do exterior. Em 1997, a artista teve sua vida e obra focalizadas no programa Momento Cultural, da TV Educativa de Jundiaí. Adry foi catalogada no Internacional Guide of Art a partir de 1977, no Anuário Latino-Americano de las Artes Plásticas (Buenos Aires, Argentina), a partir de 1986; no Artes Plásticas Brasil (Ed. Júlio Louzada, São Paulo), a partir de 1987. Também constou em verbetes do Anuário Jundiaiense de Artes Plásticas (Ed. Literarte, Jundiaí, 1997, 1998 e 1999), do Dicionário Jundiaiense de Música e do Dicionário Jundiaiense de Literatura (Ed. Literarte, 1999). Como poetisa, foi sócia honorária da Academia Jundiaiense de Letras, em cuja antologia, Letras Acadêmicas, publicava anualmente suas composições. Recebeu, entre outras, as seguintes premiações: Medalha de Ouro no I Salão Nacional de Artes Plásticas Brigadeiro Eduardo Gomes; Medalha de Ouro no I Salão Nacional de Artes Plásticas Pablo Picasso; troféu no Salão Afro-Brasileiro de Taubaté; Medalha de Prata em exposição realizada no Centre Internacionale d’Art Contemporain, de Paris (França); Medalha de Prata Especial na Expofair, realizada em Lisboa (Portugal). Sobre sua produção pictórica, escreveu o falecido professor Carlos Ramusky, da Escola de Belas Artes de São Paulo: “Através de suas pinturas, ela conta tudo o que vê, sente e vive, transmitindo assim, aos outros, os seus sentimentos. Não é ligada a estilo (ela fala que não é uma prensa); dependendo da hora, do momento, deixa o pincel e as cores correrem em liberdade”. Geraldo Vieira, outro crítico paulistano, reconheceu em suas obras “um espírito novo, livre, solto.” Exposições individuais – Galeria Coreto (Campinas-SP); União Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo); Clube Atlético Paulistano (São Paulo); Museu Histórico e Cultural de Jundiaí; Aliança Francesa (Campinas-SP) e outras. Exposições coletivas – Salões Paulistas, Salões Arquidiocesanos; Salões do Rio de Janeiro; Petrópolis-RJ; Presidente Prudente-SP; Araras-SP; Taubaté-SP; Centro Cultural Tao Sigulda (Campo Limpo Paulista-SP) e Casa da Cultura de Jundiaí (com os alunos do Prof. Lund). Em 1997, 1998 e 1999, participou das coletivas de lançamento do Anuário Jundiaiense de Artes Plásticas, no Grêmio Recreativo dos Empregados da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e em coletivas realizadas no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí (Solar do Barão), no Gabinete de Leitura Ruy Barbosa e no Parque Municipal Comendador Antonio Carbonari, por intermédio da A.A.P.J.

Adry, além de pintora, concertista
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