JAMPAULO JR., JOÃO

JAMPAULO JR., JOÃO (Jundiaí, 15/3/1954 +7/6/2020) – Advogado, músico, poeta e compositor. Jampaulo Jr. fez sua iniciação musical aos sete anos, aprendendo violão clássico com Avelino Sacramone e violão popular e piano com a professora Irene da Conceição. Depois de concluir o curso primário na Escola da Argos, matriculou-se no Colégio Divino Salvador, onde prosseguiu seus estudos até o segundo ano do colegial, para depois se bacharelar no curso de Magistério do Colégio São Vicente de Paulo. Quando aluno do colégio salvatoriano, foi integrante do conjunto Os Divinos, com o qual tomou parte no primeiro festival promovido por aquela escola e, em seguida, gravou um compacto duplo com as músicas apresentadas. Foi também, nesse período, regente da fanfarra do colégio. Já formado professor, Jampaulo Jr. cursou dois anos de Direito na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, vindo, depois, bacharelar-se pela Faculdade de Direito Padre Anchieta. No Colégio São Vicente, onde lecionou Educação Artística, OSPB e Educação Moral e Cívica, teve participação em trabalhos na área teatral e na regência dos coros infantil e adulto (que incluía alunos e professores). No final da década de 1970, desenvolveu um trabalho de pesquisa de música de raiz, tendo como base nomes como Luiz Gonzaga e Patativa do Açaré. Sempre envolvido com movimentos teatrais e literários, fez-se, nessa época, membro da Academia Juvenil de Letras de Jundiaí. Ainda nos anos 1970, deu várias audições no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, apresentando música-raiz – inclusive composições próprias – acompanhado pelos músicos Devanir Costa (falecido), Romualdo, Alexandre e Márcio. Depois destas apresentações, teve contato mais intenso com o amigo músico, Roberto Zambelli, que apreciou suas composições e sugeriu a montagem de um grupo musical para participar em festivais do gênero. Surgia assim, em 1980, o grupo Raízes Pó Poeira (depois, só Pó Poeira), integrado por ele (viola caipira e vocal) Zambelli (violão e vocal), Valdir Ramos (violão e vocal), Ivan Fagundes (percussão, acordeão e escaleta), Alceir Franco (bateria) e Jorge Perri (percussão, violão e vocal). Participando do Festival de Música Sertaneja do Grêmio C.P., em 1981, o grupo obteve a terceira colocação com a música Ave Maria Sertaneja, de autoria de Jampaulo. Ainda nesse ano, também participou do Festival Nacional de Música de Mogi-Mirim, onde voltou a classificar-se em terceiro lugar com a mesma composição. Já na edição seguinte do festival de Mogi, conquistou a primeira colocação com a música Corisco, também composta por ele. Depois desta vitória, as letras das músicas compostas por Jampaulo foram encaminhadas ao laboratório de linguística da Universidade de Campinas (Unicamp) para análise, e Corisco foi classificada como ressurgimento moderno de Euclides da Cunha em Os Sertões, pela forma de construção dos versos. Em 1983, depois de dois shows na Sala Glória Rocha e de diversas participações em festivais, o grupo Pó Poeira acabou se desfazendo, dado o acúmulo de compromissos de seus integrantes. Jampaulo continuou a tocar sozinho e também chegou a lecionar o seu instrumento na Escola de Música de Jundiaí, a convite da professora Josette Feres. Sua última apresentação como músico ocorreu em janeiro de 1986, quando participou do Baile do Havaí no Clube Jundiaiense, que contou, também, com show de Jorge Ben Jor. Em 2001, com o apoio do Banco do Brasil, do Jornal de Jundiaí e do estúdio JPM Fotolito Digital Ltda., o grupo Pó Poeira voltou ao cenário musical da cidade. Na sua atual formação, conta com os músicos Irani Gonçalves (contrabaixo, violão e vocal), Luciano Andreotti (teclado e violão), Tato (violão, cello, violino e vocal), Susi (vocal e teclado), Jô (vocal e flauta transversal) e os remanescentes Zambelli, Jampaulo e Franco. Mestre em Direito pela PUC, João Jampaulo Jr. é professor de Direito Constitucional e Processo Legislativo da pós-graduação da Fundação Regional de Blumenau; consultor jurídico titular da Câmara Municipal de Jundiaí e presta assessoria a vários órgãos do Poder Público no País. Integrou a Comissão de Valorização da Administração Pública em nível estadual junto à Ordem dos Advogados / Seção de São Paulo; tem artigos publicados em várias revistas especializadas e ministra cursos em universidades e empresas, bem como participa de congressos e eventos de juristas. É autor dos livros O Processo Legislativo Municipal (1997) e Temas de Direito Municipal, sendo o primeiro adotado em oito universidades do País. Sua tese de mestrado, O Processo Legislativo – Sanção e Vício de Iniciativa, também ganhou publicação. Entre os seus projetos futuros está a publicação de uma autobiografia, destacando a sua atuação artística e incluindo as músicas e poesias que compôs e que marcaram parte de sua vida. São de sua autoria, entre outras, as seguintes composições: Cantorias de Boiadeiro, Memórias de Vivenda, Amor Sublime, Amor Jurado, Revoada, Jeito de Sertanejo, Pó-Poeira, Ave Maria Sertaneja. Desde 1994, João Jampaulo Júnior integrou a Academia Jundiaiense de Letras.

Jampaulo, além de advogado, um mago das cordas
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EFEMÉRIDES
Em 14 de junho de ...
1898 Falecia em Jundiaí, aos 56 anos, Antonio Damásio Santos, o primeiro jundiaiense nato a administrar a cidade com o título de intendente.
1912 Nascia em Jundiaí o pintor Arthêmio Matiazzo.
1924 Nascia em Milão, Itália, o fotógrafo Lívio Tagliacarne.
1928 Nascia no Rio de Janeiro a poetisa Hilda Santos da Silva.
1936 Nascia em Jundiaí o professor e engenheiro naval Dayr Schiozer.
1965 Nascia em Jundiaí a pintora Isabel Cristina Baptistella Araújo.
1986 Falecia em Jundiaí, aos 94 anos, a professora e poetisa Maria de Toledo Pontes.
2003 Falecia em Jundiaí, aos 73 anos, o artista plástico Issis Martins Roda.

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