IACOVINO, RENATA

(Jundiaí, 16/3/1968) – Poeta, cronista, cantora e compositora. Depois de estudar piano, dos oito aos 10 anos de idade, Renata Iacovino fez sua opção definitiva pelo violão, revelando, em paralelo com a música, uma forte inclinação para a literatura. Aos 11 anos, incentivada por sua professora de Língua Portuguesa, Nancy Cury, Renata começou a produzir seus próprios textos. Em 1981 teve seu primeiro trabalho publicado: uma mensagem, escrita sob encomenda, para a edição de Natal do Jornal da Cidade. Seus primeiros poemas, escritos nessa época, já denotavam a influência de escritores como Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Lígia Fagundes Telles, Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto, aos quais devotou sempre particular admiração. Seu envolvimento com o meio artístico teve início ainda na adolescência, quando passou a fazer parte do grupo Penumbra, que foi composto por 11 jovens e cuja produção mesclava dança, teatro, mímica, música clássica e música popular. Com esse grupo, participou da montagem do espetáculo De Volta ao Começo (Sala Glória Rocha, 10/10/1983), onde se apresentou como cantora e violonista, dividindo o palco com Fábio Zanon. Nesta ocasião um monólogo de sua autoria foi interpretado por Cláudia Bergamasco. Ainda em 1983, Renata participou do VI Festival Interno de Monólogos da EEPSG Profª Ana Pinto Duarte Paes – onde cursava a 1ª série do colegial – obtendo o 1º lugar com o texto intitulado Instante Menor da Plenitude em Mim, interpretado, mais uma vez, por sua colega Cláudia Bergamasco. No ano seguinte, voltou a participar do festival de monólogos de sua escola, desta vez com um texto individual e outro em parceria com o colega Paulo César Santana, intitulado Acorda, Zé, que conquistou o segundo lugar no certame. Ainda nessa fase de sua carreira, teve participação especial em show da cantora Débora Nicolau e do tecladista Éwerton Pernambuco, na Associação Cultural e Recreativa de Jundiaí (ACRE). Depois desta apresentação, passou a encarar seriamente a ideia de tornar-se cantora profissional. Mesmo após seu ingresso na Faculdade de Ciências Sociais, em 1988, Renata não parou de escrever e de tocar. Ainda em 1988, participou da Antologia Poética de Cidades Brasileiras, publicada pela Editora Shogun Arte, do Rio de Janeiro; em 1989, participou do III Concurso Raimundo Correia de Poesia, promovido pela mesma editora, ganhando o Prêmio Publicidade, que consistiu na inclusão de trabalhos seus no livro Poetas Brasileiros de Hoje. Depois de bacharelar-se em Sociologia, trabalhou na Febem-SP, como arte-educadora (1993/95), desenvolvendo cursos de violão popular para os internos e fazendo parte da comissão organizadora dos festivais de teatro e música da instituição. Dedicou-se ainda, nesse período, ao coral dos artistas-educadores da entidade e deixou elaborado um projeto voltado para a valorização das letras de algumas músicas que compõem o cancioneiro popular do Brasil, objetivando sensibilizar os educandos, através da abordagem poética dessas canções. Em 1995, Renata partiu para a carreira profissional, após ser lançada pelo jornalista, editor e galerista Celso de Paula, em um show realizado no Espaço Cultural Literarte/Pão de Açúcar, mantido por ele no interior de uma das lojas dessa rede de supermercados, em Jundiaí. Paralelamente ao trabalho como cantora e violonista, não descuidando de seu outro projeto – a publicação de seus poemas em livro próprio – organizou a coletânea Ilusões Amanhecidas, que foi lançada no ano seguinte, através da Literarte, com noites de autógrafos no Restaurante Barril, em Jundiaí, e na Livraria da Vila Madalena, na capital paulista. Em 1997, seu trabalho literário foi reconhecido em dois concursos promovidos pela Litteris Editora, do Rio de Janeiro, um deles lhe valendo a inclusão no livro Grandes Escritores de São Paulo e o outro no livro O Beijo na Literatura. Da conjugação de seu trabalho poético com a música, resultou o CD 1 Rumo, lançado em 1999, o qual incluiu também um poema da atriz e modelo Bruna Lombardi, que conseguiu musicar. Em Jundiaí, suas apresentações se tornaram frequentes em bares e restaurantes como o Parati, Zetiserve, Chopão, Barril, Ponto Nove, Telhado Chopp, Kart Indoor Choperia, Restô do Samir, Dakar Choperia e Tribeca, além do Maxi Shopping e do Paineiras Center. Em São Paulo, fez temporada na Cachaçaria Paulista e tocou em vários outros lugares, como o Café Maravilha, Barnaldo e Lucrécia, República do Chopp, Biblioteca Bar, Casas de Cultura do Butantã, de Santo Amaro, do M’Boi Mirim e do Itaim Paulista, Sala São Paulo, Espaço da Cidadania, Shoppings SP Market e São Caetano, Café do Sindicato dos Bancários e Associação Atlética Banco do Brasil. Ainda na capital, participou do Projeto Arte nas Ruas, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, cantando nas praças da Paulicéia, com o percussionista Celso Nascimento, que a acompanha desde 1996, em espetáculos compostos por voz, violão e percussão. Em maio de 1996, apresentou-se no Teatro Hall, localizado no Bexiga. Esse show, sendo gravado, rendeu um CD master que serviu para divulgar seu trabalho. Em março de 1997, fez a abertura do Projeto Águas de Março, organizado pela Associação Brasileira Elis em Movimento, cujos shows aconteceram no Café Maravilha, contando com a participação de 19 artistas que atuam na noite paulistana. Também nesse mês, apresentou-se no Grêmio Recreativo C.P., em evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher, quando foi homenageada como mulher de destaque na sociedade jundiaiense. Em maio de 2000, Renata fez sua estreia como radialista, apresentando, às quartas-feiras, pela FM Interativa, o programa MPB de Todos os Tempos, com o melhor da música brasileira, histórias sobre as canções, seus compositores e seus intérpretes, combinando, assim, cultura, arte e informação. Em busca do constante aperfeiçoamento em sua arte, Renata participou de oficinas de voz com o cantor e compositor Tato Fisher e, desde 1995, tem aulas de técnica vocal com a cantora Eliete Negreiros. Em junho de 1997 foi convidada a homenagear a então primeira dama do Estado, Lila Covas, em Águas de Lindóia, por ocasião do 41º Congresso Estadual de Municípios. Em fevereiro e julho de 1998, participou do programa Ensaio dos Músicos, levado ao ar pela TVE-Jundiaí. Em 1999, foi classificada para a final do Festival de Música de Goianá-MG, com composição própria, e em 2000, repetiu esse feito competindo no Festival de Música de Barroso-MG. Na literatura, seu êxito mais recente foi a escolha de dois de seus poemas (Partida e Contratempo) para publicação no livro dos premiados no Concurso de Contos e Poemas promovido pela Fundação Casa da Cultura de Jundiaí, através do Projeto Estímulo 2000. Em 2001, participou em São Paulo da terceira edição do projeto Artes na Praça, apresentando-se no evento Livros, Música e Cafezinho, realizado no Fran’s Bar, em comemoração ao 448º aniversário de São Paulo. Também fez temporada no Shopping Penha, divulgando o seu segundo CD, intitulado Igual-Diferente, com o total de treze músicas (nove de sua autoria), entre jazz, rock, samba-canção e sertanejo. Em setembro de 2003, Renata Iacovino ingressou na Academia Jundiaiense de Letras, e em outubro, lançou um novo livro, sob o título Poemas de Entressafra. Em 2005, criou o hino da A.J.L. Parte de sua carreira foi reportada em verbetes nos Dicionários Jundiaienses de Literatura e de Música (Ed. Literarte, 1999).

Ano 2000: Participação no Projeto Arte nas Ruas e Praças de São Paulo

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EFEMÉRIDES
Em 12 de abril de ...
1898 Nascia em Jundiaí o professor Oscar Augusto Gelli.
1929 Nascia em Jundiaí o ator e bailarino Jayro de Barros Lara.
1935 Nascia em Jundiaí o violonista e luthier Romualdo Russo.
1942 Falecia em Jundiaí o desenhista, projetista e construtor César Ferrari.
1946 Nascia em Casa Branca-SP a pintora Juçara Pimenta de Pádua Colagrossi.
1959 Falecia em Campinas-SP, aos 84 anos, o Padre Felisberto Schubert, reorganizador da Ordem Salvatoriana no Brasil.
1988 Falecia em Jarinu-SP, aos 59 anos, o ator e bailarino Jayro de Barros Lara.

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