CANDIOTTO, CARLA

CANDIOTTO, CARLA (Jundiaí, 1963) – Atriz e diretora teatral. Depois de ter se formado em Educação Física pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Carla Candiotto começou a trabalhar com teatro em 1985. Passou 10 anos na Europa, onde estudou com os professores Philippe Gaulier, Monika Pgneaux, Théâtre du Soleil Arianne Mnouskine, John Wright, Frank Armstrong e grupos como o Cumplicité e o The Right Size. Também, nessa temporada, desenvolveu o aspecto da mímica (clown) com Desmond Jones, da Inglaterra, e Antonio Fava, da Escola Internacional de Commedia Della Arte, da Itália. De 1989 a 1990, estudou na escola de Philippe Gaulier, na França, onde trabalhou com jogos, máscaras, clowns e criação de espetáculos e, seguindo, fez cursos de trabalho corporal com Monika Pgneaux; de interpretação, no Théâtre du Soleil, com Arianne Mnoushkine, e de voz e movimento, com John Wright (The Archetypal Masks). Trabalhou com mímica de rua em Londres e atuou em Espetáculos de Cabaret – premiado trabalho de Mc Dougall. Em seguida, começou a trabalhar num cruzeiro com a diretora Márcia Ottoni. Em 1990, esteve em Avignon, Aurillac e Paris, com os espetáculos Les Gros, dirigido por Philippe Frelan, na Companhia Off, e Scarlett, idealizado por Denise Namura para a Companhia Fleur de Peau de Dança-Teatro. Retornou ao Brasil e começou a trabalhar em Dó Ré Mi Fá Sol Lá Simoni, dirigido por Elifas Andreatto, no SBT. Em 1992, voltou à França para atuar em Coup de Chance, peça de Jean Henry Blumel, dirigida por Gabriel Buendia, na Companhia Lezard. Participou, também, de A Sala Número 6, de Tchekhov, dirigida por Yamagama, na Companhia Paris 21. No mesmo ano, este grupo esteve à frente de Cem Anos de Solidão, de Garcia Marquez. Também começou a atuar em As Filhas de Lear, outro trabalho de Gabriel Buendia, na companhia Plat Du Jour (reunindo artistas franceses e bra-sileiros). Em 1993, participou de Candide, de Voltaire, dirigida por John Cobb e Adrian Norman para a Cia. Théâtre Sans Frontière, que conquistou, em sua turnê britânica, os prêmios da Northern Eletric Award, Marvin Gayle e Edimbourgh International Festival. O mesmo grupo montou, em seguida, La Belle et La Bête, Le Roi Fou e O Corcunda de Notre-Dame. Entre 1993 e 1995, Carla se organizou entre a Europa e o Brasil, dirigindo Sardanapalo, de Hugo Possolo, levando o prêmio Jornada Sesc de Teatro de 1993 para o grupo Parlapatões, Patifes e Paspalhões (em que também atuou outro jundiaiense, o então sonoplasta Claudinei Brandão). Carla voltou a dirigir o grupo em 1995, desta vez, com o espetáculo Zerói, que reuniu também a Nau de Ícaros e o Circo Mínimo. Nessa época, ela estudava a técnica terapêutica Moshe Feldenkrais no Questel and Delman Associates (EUA), além de trabalhar com o grupo Doutores da Alegria, que assiste crianças hospitais. Ainda em 1995, viajou para a Inglaterra com The Day of Dead, peça dirigida por John Wright, em criação coletiva da Companhia Theatre in Cahoots, e com African Tales, dirigida por Adrian Normam, na criação coletiva da Cia. Théâtre Sans Frontière. De 1996 a 1998, participou de U Fabu-liô – peça de rua, em estilo medieval, idealizada e dirigida por Hugo Possolo para os Parlapatões e levada aos festivais de Curitiba, Porto Alegre e Londrina. Já no Brasil, continuou o trabalho com os Doutores da Alegria e, em seguida, dirigiu As Viúvas, de Arthur de Azevedo, com o grupo Gromilô, e atuou em A Maga Abracadabra e Sua Indispensável Assistente Simsalabim – uma participação no Midnight Clown. Em 1998, dirigiu Orgulho, de Rodrigo Matheus, para o Circo Mínimo e atuou em Gigantes de Ar, dirigida por ela com o grupo Pia Fraus. Em 1999, participou de O Malefício da Mariposa, de Garcia Lorca, também com o Pia Fraus. Em seguida, com o grupo Le Plat de Jour, participou das peças As Filhas de Lear e Chapeuzinho Vermelho – esta, vencedora do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCD) em 2001 e trazida a Jundiaí, no Teatro Polytheama, em junho de 2002. Ao lado de todos esses trabalhos, Carla Candiotto tem ministrado diversos cursos de interpretação, mímica e teatro físico na Inglaterra, Escócia, França e Brasil.

Carla, na comédia “Orgulho” (1998).
A atriz em cena na peça “Insônia” (2002)
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EFEMÉRIDES
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1966 Nascia em Montevidéu-Uruguai a coreógrafa Lis Michele Garcia Alaniz Lopes.
2008 Falecia em Jundiaí, aos 63 anos, a pianista e bailarina Teresa Cristina Sciamarelli.

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