Vogna-Itália, 14/11/1929 +Jundiaí, 18/9/2025 – Pintor, escultor, cenógrafo, gravador e desenhista. Nome Artístico: Inos. Inos Corradin viveu sua infância e juventude em Castebaldo, na Itália, onde iniciou seus estudos de pintura com o professor Tardivello, em 1945. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de mural alusivo aos mártires da Resistência Italiana. Em 1950 chegou ao Brasil, vindo alguns anos depois se radicar em Jundiaí. Sua ascensão nas artes plásticas no Brasil, e depois internacionalmente, teve início em 1951, quando conheceu o pintor argentino Osvaldo Gil Navarro – então diretor do Ateliê Cooperativa, localizado na Vila Mariana, em São Paulo – e passou a integrar o núcleo artístico do qual também faziam parte, entre outros, os pintores Ian Woronieki e Geraldo Trindade Leal. Com Trindade Leal, foi a Salvador-BA em 1953 e ali conheceu um grupo artístico baiano formado por Mário Cravo Júnior, Rubens Valentin, Agnaldo dos Santos, Carybé, Raimundo de Oliveira, Pancetti, Dorival Caymmi, Jenner Augusto, Wilson Rocha e Mirabeau. Fez então sua primeira exposição individual na Galeria Oxumaré, com apresentação do crítico e poeta Wilson Rocha. Em 1954 foi convidado por Gil Navarro para compor a equipe de cenógrafos do Ballet do IV Centenário de São Paulo. Executou cenários para ballet e peças teatrais para Ruggero Giacobbi e Aldo Calvo. Continuou atuando como cenógrafo até 1955. Em 1957, transferiu-se para Ibiúna-SP, onde começou a dedicar-se à pintura. Em 1979 recebeu convite para pintar um cenário de 8,0 x 11 m para o teatro de Rovigo, Itália. Escreveram sobre o artista: Wilson Rocha, Harry Laus, Ephraim Harris, Luigi Serravalli, Geraldo Vieira, Claude Tournay, Paolo Rizzo, Ivo Pradin, Aldo Nardi, Paolo Tieto, Rino Boccaccini, Silvana Wellier, Gigi Pereti, Augusto Alessandri, Nádia Rossi, Luigi Bernardi, Luigi Danelutti, Gian Pacher, Giovanni Perez, Jorge Amado, Flávio de Aquino, Sávio de Oliveira, Luigi Scarpa, Ivo Zanini, Alessandra Albori, Carybé, Mário Cravo, Magali Romboli, Alberto Beuttenmuller, Luciano Speranzoni. Crítica:“Expressionista da paisagem, ele não pinta d’aprés nature, e suas representações da Natureza, oníricas e poéticas, utilizam pretextos para desenvolver uma filosofia da cor, uma cultura de sentimentos, através das quais é capaz de revelar o mundo de um modo único e inevitável.” (Wilson Rocha, crítico de arte). “Diante de suas telas, nosso olhar pode adentrar num mundo de maravilhosas contradições, pois Inos Corradin enfileira em suas obras as forças da perspectiva, da textura e do sombreado em função da harmonia com tal maestria que somos capazes de afirmar a existência de linhas do horizonte e de profundidade. O artista coloca-se como depositário de lembranças que deseja fazer emergir em nosso olhar. As paisagens descritas remetem espaços interiores da alma, em suas possíveis manifestações, a luz do sol e do mar. Desta sombra prateada de cada montanha, lago, casa ou menino, decorre a poesia, enaltecendo a luz, fonte de inesgotável energia. O tempo e o espaço são registrados com um jogo quase infantil, integrando realidade e imaginação.” (Magali Romboli).
