VENDRAMINI, SANTO

(Treviso, Itália, 15/8/1885 +Jundiaí, 8/5/1972)) – Colecionador, naturalista e taxidermista. Tinha dois anos de idade quando sua família emigrou para o Brasil. Aos 15 anos, foi aprendiz de alfaiate, auxiliando Carnicelli, em São Paulo. Mudando-se para Jundiaí, estabeleceu-se com alfaiataria própria, tornando-se bastante conhecido. Seu interesse pela taxidermia surgiu aos 14 anos, quando, ainda sem conhecer essa técnica, conseguiu conservar, por muito tempo, um frango azul caçado na fazenda da família Queiroz Telles, em Monte Serrat. Fez esse primeiro trabalho, enchendo a ave com pimenta e algodão e colocando-a no forno de assar pão para desidratar. Seguiu nas suas experiências, utilizando desde sabão de cinza até arsênico para obter a conservação por mais tempo de suas caças, e só depois de muito tempo veio efetivamente a conhecer a técnica da taxidermia, através de livros. A partir daí, foi colecionando suas peças, até realizar suas primeiras exposições em Jundiaí, na mansão dos Storani (na Rua Barão de Jundiaí, onde, posteriormente, foi instalada a loja Riachuelo); em Sorocaba (1927); na 1ª Festa da Uva de Jundiaí (1934) e no Grêmio Recreativo dos Empregados da Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Uma coleção de colibris, presenteada a Afonso d’Escaragnolle de Taunay, por ocasião de uma série de conferências proferidas no Gabinete de Leitura Ruy Barbosa, abriu a Santo Vendramini a oportunidade de executar trabalhos para o Museu Paulista de Arte, cabendo-lhe, nessa ocasião (1932), entre outras tarefas, empalhar um gavião de penacho abatido no Horto Florestal da Paulista, um gavião real, um uirucu, um cutucurim e uma harpia. Depois disto, foi contratado pelo Governo e, em seguida, comissionado no Museu de Belo Horizonte, ainda em fase de implantação. Em Minas Gerais, empreendeu pesquisas em Calado, com o botânico Rodolfo Heller. Dali seguiu para o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, de onde retornou com farto material para o Museu de Belo Horizonte. De volta a Calado, acabou se acidentando com um tiro no braço, o que o obrigou a retornar a São Paulo. Daí foi para Santos, onde prestou serviços ao Instituto de Caça e Pesca. Retornando à capital, aposentou-se em 1955. Ao longo dos mais de vinte anos de atividades, a serviço do Governo, Santo Vendramini preparou mais de mil peças em taxidermia, enriquecendo as seções de mostra permanente dos museus de São Paulo e de Belo Horizonte, do Instituto de Caça e Pesca de Santos e de vários colégios de São Paulo e de cidades do interior, como Itapetininga, Mogi das Cruzes e Bauru. Também fez numerosas exposições em cidades do interior paulista, duas em Belo Horizonte e três no Rio de Janeiro. Em Jundiaí, onde criou seus nove filhos e também possuiu uma fábrica de chapéus e moenda de café, Santo Vendramini contribuiu para a implantação da seção de taxidermia do Gabinete de Leitura Ruy Barbosa e do Museu Histórico e Cultural, fornecendo dezenas de peças a essas instituições. Além de dedicar-se a essa arte, respondeu, em São Paulo, pelos espécimes vivos do Parque da Água Branca, onde voltou a trabalhar quando já contava 81 anos de idade.

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