TOLEDO, ROSANA NATUCCI RUSSO P. DE

(Jundiaí, 1/9/1967) – Cantora, musicista, escritora, atriz e bailarina. Nome artístico: Rosana Russo. Filha de Romualdo Russo e Lúcia Natucci Russo. Rosana começou a estudar música com seis anos idade, sob orientação da professora Josette Feres, na “turma da garagem” da Escola de Música de Jundiaí. A literatura, do mesmo modo, entrou bem cedo em sua vida: era aluna do Grupo Escolar Conde do Parnaíba, quando, aos oito anos, obteve o 1º lugar em um concurso promovido pela rede Jumbo-Eletro, escrevendo sobre o tema Sr. Presidente, Este é Meu Pai. Veio daí o incentivo que a levou a continuar escrevendo e, aos 17 anos, ingressar na Academia Juvenil de Letras e Artes de Jundiaí. Como ocupante da cadeira Cecília Meireles, compartilhou durante cinco anos os ideais dos jovens acadêmicos da cidade, com eles, inclusive, tomando parte na coletânea Há Reticências no Ar…, que foi publicada em 1986. Também nesse período, tornando-se aluna do Ballet Teatro Oficina, Rosana começou a descobrir o mundo da dança, e teve oportunidade de participar em eventos de relevo na cidade, como o Enredança de 1988. Ainda em 1988, procurou, também, uma aproximação maior com a fotografia – arte na qual fora iniciada por seu pai – além de luthier e praticante de arco e flecha, fotógrafo amador –, participando de um curso ministrado por Vladimir José Gropelo, na Casa da Cultura de Jundiaí. Já em 1990, Rosana fez o seu primeiro contato com o mundo do teatro, através de um workshop, também na Casa da Cultura. O conjunto dessas experiências contou para que, em 1993, fosse chamada para compor a Real Big Band (sucessora da antiga Orquestra Real), na condição de lady-crooner e dançarina. Foi quando, com sua voz e com o ritmo dos seus sapateados, Rosana criou para o grupo uma coreografia que o consagrou perante o público e a crítica, tornando-o um dos mais requisitados para apresentações em bailes e eventos em toda a região. Contrastando o trabalho na Big Band, onde mesclava axé-music e olodum, teatro e aeróbica, nessa mesma época, a cantora foi dar sequência aos seus estudos na Escola de Música de Jundiaí, aprendendo piano e violino e se apresentando em audições de alunos e professores no Solar do Barão de Jundiaí. Já em 1995, no apogeu da Big Band, era o canto coral que a atraía. Foi, então, fazer parte do grupo Vinha de Luz. Em 1996, resolveu dar um mergulho nas artes cênicas: cursou teatro com Cláudio Melo, participou na peça A Queda Para o Alto (Sala Glória Rocha) e também mostrou sua performance na interpretação do monólogo Lenita no teatro de bolso da escola então mantida por aquele diretor. Logo depois, com o surgimento do grupo Filhos da Pauta, formado por funcionários da Unimed, onde ela trabalhava, a música popular voltou a ter peso na sua carreira. Foram mais de dois anos de shows em shoppings e restaurantes e no Trailer Camping Gaivota (Pirapora), além de apresentações especiais no Esporte Clube Banespa (São Paulo), na Noite Italiana do Passarin (Jundiaí) e em encontros festivos da própria Unimed. O canto continua a fazer parte de sua vida, agora como mezzo-soprano e, por vezes, também fazendo contralto e baixo soprano no Madrigal Vivace, grupo em que atua desde setembro de 2000 e com o qual tomou parte em diversas montagens, incluindo Glória, de Vivaldi, que foi apresentada na Catedral N. S. do Desterro, no Concerto de Natal de 2000, com participação da Orquestra de Câmara de Campinas, e depois, no Teatro Polytheama, em junho de 2001, com o grupo Engenho Barroco, dentro dos Concertos Astra/Finamax. Também, com esse grupo, Rosana participou da gravação do CD Brasil Vivace, cantando músicas do folclore nordestino, clássicos da MPB e música barroca do século XVIII. Em meio a toda essa atividade, a cantora ainda encontra tempo para dedicar-se à poesia. Em 2001, ela esteve presente com alguns de seus poemas na mostra dos servidores municipais, realizada no Paço Municipal Nova Jundiaí.

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EFEMÉRIDES
Em 20 de julho de ...
1885 Nascia em Itu-SP o músico e maestro José Maria dos Passos.
1938 Falecia em Jundiaí, aos 63 anos, o médico Domingos Anastasio.
1947 Falecia em Jundiaí, aos 41 anos, o Professor João Muto.
2001 Falecia em São Paulo, aos 30 anos, o ilustrador e criador de histórias em quadrinhos e livros infantis Émerson Eduardo Luiz.
2002 Falecia em Jundiaí o ritmista Island Júnior.
2003 Falecia em Jundiaí, aos 90 anos, o violonista amador José Levada. Falecia em Jundiaí, aos 90 anos, o violonista amador José Levada.
2019 Falecia em Jundiaí o metalúrgico, radialista e ex-vereador Rolando Giarola.

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