TEGA, IRENE BÔA

(Jundiaí, 18/5/1923 +11/2/2019) – Artesã, quituteira e ex-diretora teatral e poetisa. Filha de Jácomo Bôa e Maria Codarin Bôa, Irene morou durante 40 anos no Mosteiro de São Bento, onde seus pais trabalhavam como caseiros, e ali, na convivência com os amadores do grupo dramático da Mocidade Católica e do corpo cênico da Cruzada dos Costumes Cristãos, acabou tomando gosto pela arte dramática. Seus avós, emigrados da Itália no final do século XIX, vieram de Campinas para Jundiaí, contratados para trabalhar na lavoura, em uma fazenda localizada no antigo Bairro do Aterrado (atual Horto Florestal). Mais tarde, conseguindo adquirir um sítio de 18 alqueires no local denominado hoje Parque da Represa, para onde se mudaram, passando a agregar à família as noras, genros e netos. Ao todo, chegaram a morar na mesma casa 23 pessoas, inclusive Irene, que, já aos seis anos, foi para a lavoura.  Em 1941, após a venda da propriedade rural, surgiu aos seus pais a chance de morar no Mosteiro de São Bento, como caseiros. Foi então que Irene passou a se interessar pelo teatro, assistindo aos espetáculos do grupo da C.M.C. e também participando em peças representadas pelas moças da C.C.C. Uma vez cessadas as atividades do grupo teatral da Cruzada, em 1957, Irene foi incumbida pelo então mentor do Mosteiro, D. Luiz Gonzaga, de criar um novo grupo, ao qual se deu o nome de São Domingos de Sávio. Além de encenar várias peças com esse grupo, cujos ensaios eram feitos em sua própria casa – na época, localizada na  Rua Leonardo Cavalcanti, 112 –, durante as férias de julho e dezembro Irene ministrava ensaios a um grupo de seminaristas, do qual participavam Daniel José Tega, Cláudio Tafarello, Giarola e Ermelindo Orlato. MOBRAL – Por ter que ajudar a mãe nos afazeres domésticos, além de trabalhar fora (foi industriária nas fábricas Argos, São Luiz e Vulcabrás), Irene Bôa só teve acesso às primeiras letras aos 47 anos, com a professora Edith Cardoso, no curso do Mobral, que concluiu como primeira aluna de sua turma. Além de ser, talvez, a única artesã de Jundiaí a se dedicar à restauração de cadeiras de palhinha, Irene Bôa participa da Feira de Arte e Artesanato de Jundiaí, com uma barraca de quitutes. Em 2007, depois de se classificar no concurso Desperte o Poeta que Existe em Você, ela lançou o livro intitulado Poesias da Madrugada.

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