SANTINATO, JUVENAL

(Jundiaí, 11/5/1925) – Barítono. Filho de Antônio Santinato e Rosa Andreucci. Revelou, desde pequeno, uma forte vocação para o canto. Em 1947, venceu o primeiro programa de calouros da Rádio Difusora Jundiaiense e, no ano seguinte, tornou-se atração de destaque no programa Instantes de Arte, criado para divulgar os grandes talentos musicais da cidade. Formado em canto pelo Conservatório Musical de Campinas, em 1951, venceu nesse ano, e também em 1952, o Concurso da Semana de Carlos Gomes, promovido pela Secretaria de Educação e Cultura de Campinas. Antes mesmo de iniciar seus estudos de canto, Juvenal já integrava a orquestra da Sociedade Jundiaiense de Cultura Artística, com ela se apresentando repetidas vezes no Cine Theatro Polytheama, sob regência do maestro José Maria Passos. Depois de formado, deu recitais nas principais casas de espetáculos do interior de São Paulo. Contratado pela Cia. Cinematográfica Vera Cruz, em 1952, atuou nos filmes Sinhá Moça e Floradas na Serra, em cenas de dança e fazendo dublagens para Anselmo Duarte. Em outros filmes dessa companhia, foi assistente de produção. Com o encerramento das atividades da Vera Cruz, transferiu-se para a Cia. Lírica São Paulo Ópera, onde atuou como barítono, sob direção de Emília Vidali e regência do maestro Eduardo Guarnieri. Exerceu ainda, nessa mesma companhia, as funções de diretor artístico. Gravou, pelo selo Mocambo, um compacto simples no qual interpreta duas canções populares: Desquitada, da compositora Márcia Fagundes Varela, e Um Novo Amor em Meu Caminho, de Messias Garcia e Mário Zan. De 1959 a 1968 lecionou canto no Instituto de Orientação Artística, de Jundiaí, e de 1971 a 1976, foi professor de canto erudito e orfeão no Instituto Musical Beethoven, de São Vicente-SP. Ainda, como professor, atuou junto à Escola Musical Henrique Oswald, em 1972, recebendo desta diploma de honra ao mérito. Desenvolveu, em 1973, elogiado trabalho sobre ortofonia, em colaboração com a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esportes de Santos. Entre suas atuações marcantes, para o público jundiaiense, é lembrada sua interpretação da ária Canção Del Toreador, da ópera Carmem, de Bizet, na Festa da Uva de 1953. Também teve participação memorável em espetáculos do Coral Pio X, sob regência do maestro Mário Comandulli, nos anos 60. Participou, ainda, com sucesso, do programa Carrossel, que era levado ao ar pela antiga TV Record, sob direção de Sillas Rolemberg.

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