MAIA, SEBASTIÃO

(Jundiaí, 30/8/1930) – Desenhista, bandolinista e agitador cultural. Filho de Anna e Sebastião de Araújo Maia. Pertencendo a uma família de ferroviários, Sebastião Maia também seguiu essa carreira na vida profissional. Desenvolveu, porém, em paralelo ao trabalho, uma intensa atividade na área cultural. Depois de cursar o primário no Grupo Escolar Conde do Parnaíba, Sebastião ingressou na Escola Senai Engº Monlevade – que era mantida pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro – e ali se formou, em 1946, no Curso Técnico de Mecânica. De 1947 a 1950, trabalhou na Eletrometálica, cooperando no desenvolvimento de projetos de turbinas hidráulicas, e fez também um curso extraordinário e outro complementar na área de desenho mecânico na Escola Industrial. Em 1951, ingressou na Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, onde permaneceu até 1982 e ocupou cargos de chefia em diversas seções. Em 1975, quando esteve em gozo de licença-prêmio na ferrovia, prestou serviços como desenhista à Prourbe no planejamento, programação, projetos e desenhos do sistema viário de Jundiaí, abrangendo as avenidas Nove de Julho, 14 de Dezembro, Imigrantes e Avenida dos Ferroviários. Depois de aposentar-se, passou a dar assistência aos aposentados e pensionistas em suas reivindicações junto ao INPS e, em razão dessa atividade, conquistou grande admiração popular, a ponto de eleger-se vereador para a 11ª Legislatura da Câmara Municipal de Jundiaí (1993 a 1996). Ocupa também, desde 1989, cargo de diretor no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo. Atividades culturais: Membro do Clube Filatélico Jundiaiense desde 1962, Sebastião Maia ocupou vários cargos na diretoria dessa entidade e desenvolveu dezenas de carimbos e selos comemorativos colocados em circulação pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, realizando também exposições de filatelia, numismática e mineralogia em cada um desses eventos. Foram motivos de seus carimbos comemorativos: o 6º aniversário do Fijun (1963); o 7º aniversário do Fijun (1964); terceiro centenário de elevação de Jundiaí a Vila (1965); a instalação da Diocese de Jundiaí e posse do primeiro bispo, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (1967); o centenário da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (1967); o 10º aniversário do Fijun (1967); o jubileu de prata da Rádio Difusora Jundiaiense (1971); o jubileu de prata episcopal de Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (1971); os 40 anos da epopeia constitucionalista de 1932 (1972) a 2ª Exposição Filatélica Luso-Brasileira (realizada no Banco do Brasil, em 1973, com o lançamento de cinco carimbos comemorativos); a 3ª Exposição de Filatelia, Numismática e Mineralogia (realizada no 2º pavilhão da Festa da Uva, em 1977); o 30º aniversário do Clube Filatélico Jundiaiense (1987); o 323º aniversário da elevação de Jundiaí a Vila (1988); a 21ª Festa da Uva de Jundiaí (1994); o 128º aniversário da implantação da malha ferroviária no Estado de São Paulo (1995); o jubileu de ouro da Rádio Difusora Jundiaiense – carimbo desenvolvido em parceria com a Gênesis Propaganda (1996); os 40 anos do Clube Filatélico Jundiaiense (1997); os 50 anos da Câmara Municipal de Jundiaí (1998); os 100 anos do Grêmio dos Empregados da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (2000). Como membro da Sociedade Folclórica de Jundiaí e ocupando a sua presidência em 1978, Sebastião Maia promoveu e organizou o 1º Salão de Presépios em Jundiaí, evento este realizado no Parque Municipal Comendador Antonio Carbonari e que contou com a participação de expositores de várias cidades brasileiras e um total de 8.126 visitantes. Outra de suas iniciativas na área cultural foi o lançamento do Jornal Cultural, que circulou em Jundiaí de maio de 1979 a outubro de 1981, tendo como editor chefe o jornalista Celso de Paula e como colaboradores jornalistas e escritores do porte de José Miranda Duarte, Geraldo Barbosa Tomanik, Júlia Fernandes Heimann, Antonio Geraldo de Campos Coelho, Celso Fonseca Júnior, Américo Tozzini, Vandeli Barsanelli, José Leme do Prado Filho, Armando Dainese e outros. Paralelamente a essas atividades, Sebastião Maia sempre se dedicou à música, tendo como instrumento predileto o bandolim, que aprendeu a tocar aos 24 anos, estudando e aperfeiçoando-se com o professor Alfredo Fillet Valente, através de métodos e partituras. Sempre tocando com outros músicos, em casamentos, chácaras, bares e restaurantes, acabou por formar, em 1998, um grupo que veio chamar-se Tião Maia e Seus Chorões, voltado, principalmente, para o gênero musical que lhe inspirou o nome. Membro também da Sociedade Musical São João Batista, Sebastião ocupou nesta entidade o cargo de vice-presidente em 1977, quando viajou com a banda sanjoanense para a Itália, para participar do VIII Congresso Bandístico Internacional, realizado na cidade de Besana Brianza, na região de Lombarda, Província de Milão. O ferreomodelismo também está entre as suas paixões, tendo sido o organizador da 1ª Mostra desta arte no Banco Banespa, Agência Centro, em 1996, a qual contou com a participação do Museu Ferroviário da Cia. Paulista, do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Jundiaí e de vários amantes do ferreomodelismo residentes nesta região.

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