LIMA, LEONEL BRAYNER DA ROCHA

Maceió-AL, 25/4/1944 – Artista Plástico. Filho e neto de tradicional família de militares, na qual se inclui seu avô materno, general Newton Brayner Nunes da Silva, Leonel Brayner nasceu em Alagoas em razão de seu pai para lá ter sido transferido por ocasião Segunda Guerra Mundial. Com o fim da guerra e a volta da família para Jundiaí, Leonel cursou o Grupo Escolar Conde do Parnaíba e o Ginásio Professor Luiz Rosa, ao mesmo tempo em que recebia noções de desenho e pintura da avó Gilberta Brayner (nascida Gilberta Picchi Gagliardi), que era artista amadora, mas com técnica aprimorada na Itália. Leonel seguiu morando em Jundiaí até meados dos anos 1970, onde fez suas primeiras exposições e também escreveu crônicas para o recém-criado Jornal da Cidade. Depois, seguiu Curitiba, onde fez parte do Grupo de Artistas Independentes da Geração 70, convivendo com pintores como Bia Wouk, Zimmermann, Isabel Becker, Rones Dumke e Ruben Esmanhotto, cuja proposta consistia em aproximar hiper-realismo e metalinguagem através da autoexpressão. Já bastante conhecido, foi se fixar em Salvador (BA), onde segue sua exitosa carreira no campo artístico. Em junho/julho de 1987, Leonel participou do projeto Jundiaí Convida, realizando uma mostra de suas obras no Museu Histórico e Cultural. No convite dessa exposição, constou o seguinte texto do pintor ítalo-jundiaiense Inos Corradin: “Este meu ato de admiração, reflete um arco de tempo que encerra o infinito de poucos anos. Leonel Brayner foi a antecipação e a safra prematura. Para quem, seguiu o percurso artístico do Leonel, como eu, chega à conclusão (certamente insólita) que a evolução não teve o processo do itinerário normal; ele pode voltar ao ponto de partida sem dimensões de angústia; foi bom desde o começo. A exposição confirma este meu ‘Benvindo à Terra’, com declarações de beleza dependuradas nas paredes do museu.” CRITICA – “Leonel Brayner considera o ato de criar um fenômeno totalmente livre e descompromissado. Ele é um pintor figurativo que deliberadamente se volta para o ambiente em que vive, conferindo aos trabalhos que faz uma atmosfera de envolvente e instigante quietude que estimula o espectador à introspecção e ao ato de pensar. Suas propostas constituem-se em um jogo constante do óbvio real cotidiano que nos circunda; daquilo que comemos: pães, ovos, laranjas, berinjelas, mangas; dos objetos que nos servimos: bule, jarra, xícara, garrafa, prato, terrina; dos elementos da natureza nos quais vivemos/convivemos: terra, mar, céu, com a busca da sua essencialidade. Daí o fascínio. O artista cria suas próprias normas, servindo-se de uma absoluta fidelidade, clareza, precisão, linguagem icônica porém de fácil percepção, clima cromático. Possui verdadeira obsessão pela quietude e pela luz, pelo equilíbrio geométrico, pelo espaço que significa a amplitude e liberdade. Nunca a sua obra é passiva. Ela dialoga conosco. Humanizando o inanimado, tenta fazer-nos penetrar no mistério das coisas. (…) Nas naturezas mortas, os objetos familiares são totemizados. As formas ovoides fazem-se presentes nas mangas, ovos, berinjelas e pães; as circulares, sobretudo nas laranjas. Formas essas que contém o jogo entre o cerebral e o estático da geometria e o dinâmico da vida, que pulsa em mistério. (…) Ao utilizar o nosso universo cotidiano, o artista deixa-nos à vontade. Mesmo usando recursos estritamente bidimensionais, concentra-se na tentativa da ruptura das suas dimensões. Como os pintores metafísicos, através da simplicidade dos elementos, da sua quietude solitária, tenta decodificar o seu segredo, envolvendo-nos em seu clima de

magia. No microcosmo, a busca do macrocosmo. Leonel Brayner, este peregrino da eternidade, com elementos de Curitiba, Salvador e outras estradas trilhadas, constrói um espaço humano que independe do tempo.” (Adalice Araújo, Curitiba, julho/1986).

Quatro mangas, uma das obras de Leonel Brayner 
Encontrou algum erro?

Envie uma correção

EFEMÉRIDES
Em 13 de junho de ...
1966 Nascia em Montevidéu-Uruguai a coreógrafa Lis Michele Garcia Alaniz Lopes.
2008 Falecia em Jundiaí, aos 63 anos, a pianista e bailarina Teresa Cristina Sciamarelli.

Saiba mais sobre estes e outros personagens, instituições e fatos ligados às Artes, à Cultura e à História de Jundiaí navegando pela nossa Enciclopédia Digital.

Acompanhe nossas Redes sociais
Parceiros

Copyright © 2021 Jundipedia. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por PROJECTO