KAKTUS EREKTUS

Amigos de infância e remanescentes do então chamado Cactos Podres, Daniel (bateria) e Augusto (guitarra) começaram a se reunir no carnaval de 1994, quando conheceram Lesma (guitarra), que estudava no mesmo colégio que Daniel e também tinha uma banda. Foi então que o baixista Phillippe demonstrou interesse em entrar para o embrião do novo grupo. No início, tocavam apenas covers (AC-DC, Black Sabbath, Garotos Podres, Jimi Hendrix e outros), com vocais improvisados por Lesma, Augusto e alguns amigos, inclusive Sapinho, que logo se revelou com a letra de Cantando, Sorrindo…, e foi promovido a vocalista do grupo que passou a se chamar Kaktus Erektus. A partir dessa formação, a banda tornou-se mais estável, podendo dedicar-se com mais afinco a um trabalho próprio. Surgiram daí canções como Nada na Madrugada, Brasileiras e Brasileiros e As Onanistas, além de Xô Poperô, música que traduz o ódio dos integrantes à dance music e a preocupação com a alienação que afeta boa parte da juventude. Sem se prender a nenhum estilo específico, a banda procura compor naturalmente, respeitando as influências e a musicalidade de cada um, transitando pelo blues até o hardcore, passando pela psicodelia dos anos 60 e 70, o heavy metal e o funk. No final de 1995, após alguns shows, a banda conseguiu um “empresário” que lhe deu muita dor de cabeça. Isto coincidiu com a saída de Phillippe, que, de imediato, foi substituído pelo baixista João Paulo, visto que o grupo estava com uma apresentação marcada. No início de 1996, os Kaktus tiveram sua primeira experiência em estúdio, tentando gravar uma demo-tape – um trabalho feito às pressas, que saiu de má qualidade, sem condições de ser divulgado. Depois de alguns shows em Jundiaí e região, inclusive três apresentações no Cartoon Bar, novas músicas foram feitas e em fevereiro de 97 saiu a demo-tape Volta às Aulas – gravada na casa do Sapinho e no mais tradicional estilo “do it yourself” (“sem gastar nenhum centavo”), usando apenas cinco canais e um aparelho de som – com as músicas: Cantando, Sorrindo…, Xô Poperô, Vampiro Doidão, Pedrinho Malazarte, As Onanistas e Geração Chopp. Passado um tempo, João Paulo precisou deixar o grupo e Batata foi chamado para assumir o baixo. Com maior estabilidade, a Kaktus passou a fazer cerca de 15 shows por ano, distribuindo aproximadamente 350 fitas. Em 1998, ela tocou em festivais beneficentes, como o Porradaria Solidária III, no Planeta Rock (São Bernardo do Campo), e em universidades como a USP e a Unicamp, e foi a segunda banda a ingressar no selo Oba! Records, gravando sua segunda demo-tape no estúdio Happy Sound, em Jundiaí. Em março de 1999, a Kaktus saiu com mais uma demo, por esse selo (Só Agora?), trazendo as composições Pequenas Cabeças, Xô Poperô, Enforcados Pela Própria Gravata, Brasileiras e Brasileiros, Nada na Madrugada e Sem Stress. Ela segue fazendo shows e divulgando todo o seu material.

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EFEMÉRIDES
Em 16 de junho de ...
1927 Nascia em Jundiaí o escritor jurídico e fotógrafo amador Walter Campaz.
1952 Nascia em Morungaba-SP a contista, cronista e artista plástica Maria Helena de Paula Gomes Dias (Lena).
1966 Falecia em Jundiaí, aos 73 anos, o professor João Duarte Paes.
1982 Falecia em Jundiaí, aos 47 anos, o professor, jornalista e radialista Nelson Álvaro de Figueiredo Brito.
1987 Falecia em Jundiaí, aos 83 anos, o intelectual autodidata Walter Gossner.    
2023 Falecia em Jundiaí, aos 82 anos, o advogado, radialista e professor universitário Reinaldo Ferraz de Barros Basile.

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