GARCIA, ALFREDO JUSTINO

(Jataí-GO, 28/4/1902 +Jundiaí, 4/1/1998) – Médico. Filho de Alfredo Justino de Souza e Maria Rita Garcia de Souza, Alfredo passou a infância e parte da juventude em Três Lagoas, onde seu pai, além de fazendeiro, foi comerciante e político influente e é lembrado como pioneiro da localidade. Concluído o curso primário, como não tivesse como prosseguir os estudos em sua cidade, em Três Lagoas, Alfredo Garcia passou a acompanhar o pai em suas caravanas para venda de gado e compra de sal, as quais, normalmente, chegavam até Araçatuba, no Estado de São Paulo. Já com 19 anos, disposto a retomar os estudos e seguir a carreira médica, mudou-se para Jundiaí, onde se tornou aluno do Ginásio Hydecroft, considerado, na época, um dos melhores na preparação de jovens para os cursos universitários. Após diplomar-se no Ginásio Rosa (sucessor do Hydecroft), ingressou na Faculdade Federal de Medicina de Praia Vermelha (Rio de Janeiro), onde se formou em 1929. Já então, prestava serviços como interno no Hospital Hanimaniano. Em 1930, retornou a Três Lagoas, onde trabalhou como médico da Noroeste do Brasil e em 1931 se casou com a jundiaiense Marina Andrade de Almeida, que conhecera ainda nos tempos de estudante do Ginásio Rosa. Depois de uma tentativa para permanecer em Três Lagoas, Dr. Garcia acabou vindo para Jundiaí, aonde se estabeleceu com consultório de clínica geral, cirurgia e obstetrícia na Rua Barão de Jundiaí, junto à praça da Matriz. Ali permaneceu por dez anos, até mudar-se para a Rua do Rosário, 596. Trabalhou no Hospital São Vicente de Paulo durante 40 anos, ali ocupando os cargos de chefe da maternidade e diretor clínico. Conviveu, no começo da sua carreira, com os drs. Gumercindo Soares de Camargo, Pedro Calau Mojola, Felipe Elias e Lavoisier de França Silveira, entre outros. Também, durante sua vida profissional, foi médico sanitarista auxiliar e titular do Centro de Saúde de Jundiaí, onde trabalhou até aposentar-se. Também prestou serviços em diversos sindicatos e instituições e ao antigo Instituto Nacional de Previdência Social. Dr. Garcia foi sócio do antigo Cassino Jundiaiense e um dos fundadores do Clube Jundiaiense, originado da fusão daquela entidade com o antigo Tênis Clube Paulista. Mais tarde, presidiu o Jundiaiense. Apreciador da música e da poesia, Dr. Garcia gostava de dedilhar ao piano A Dolorosa (o que fazia com um só dedo) e, sempre que lhe pediam, declamava, com desenvoltura, o poema As Pombas, de Raimundo Correa. Faleceu com 95 anos, sete anos depois de sua mulher. Deixou as filhas Maria Amélia, casada com José Roberto Brant de Carvalho; Maria Lúcia, casada com Alfredo De Francesco; e Maria Alice, que foi casada com Gilberto Leoni, as quais lhe deram onze netos e onze bisnetos.

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