GALDINO, JULIANA

Juliana Galdino e Sabrina Greve em cena no filme Nina, lançado em 2004

(Jundiaí, 2/11/1975) – Atriz. Em 1992, Juliana Galdino esteve na montagem de O Avarento, de Molière, pela Cia. Kundo de Repertório, dirigida por Ricardo Grasson. Passando para o Grupo Performático Éos, a atriz deu vazão a todo o seu talento em Uma Arquitetura Para a Morte (1993), e seguiu se destacando em montagens como Isso (1994), Amor Sem Limites (1995), Contos de Farsa (1996) e Os Cegos – Um ato baseado em Brueghel, o Velho (1997), sempre com direção de Carlos Pasqualin. Em 1998, após ser aprovada nos testes, ela ingressou no Centro de Pesquisa Teatral do Sesc/São Paulo, dirigido por Antunes Filho, e logo foi escalada para a peça Fragmentos Troianos, montagem baseada em As Troianas, de Eurípides. A peça estreou no final de 1999, com uma turnê por Istambul, na Turquia, e em Tóquio, no Japão, vindo, em seguida, reinaugurar o Teatro SESC/Anchieta, em São Paulo. Já em 2000, paralelamente ao trabalho que fazia com Sabrina Greve no Projeto Prêt-à-Porter-3, em  Bom Dia, Leque de Inverno e Posso Contar?, Juliana entrava para o elenco de Medeia, sem saber que acabaria sendo a protagonista da peça adaptada por Antunes da obra prima de Eurípides, escrita em 431 a.C. O papel-título estava com Gabriela Flores, que, entretanto, por motivos pessoais, dele acabou desistindo em meio aos ensaios. Foi então que surgiu para a atriz jundiaiense a primeira grande chance – e também o seu primeiro grande desafio – no teatro profissional. Quando estreou a peça, em julho de 2001, Juliana já estava  em dois novos movimentos do Prêt-à-Porter (versão 4): Ah, Com´è Bella!, com Adriana Patias, e Éter.n@.mente, com Gabriela Flores. Para conciliar estes trabalhos, o início do Prêt-à Porter 4 foi retardado para as 22h, horário em que ela devia estar no Sesc/Consolação, depois de fazer Medeia no Sesc/Belenzinho. Em janeiro de 2002, ainda com a peça em cartaz, ela desenvolvia com Sabrina Greve um novo movimento para o Prêt-à-Porter 4: For He’s a Jolly Good Fellow (Ele é um Bom Companheiro). Finda a primeira temporada de Medeia, ela montou com Arieta Corrêa Mulher de Olhos Fechados, trabalho incluído no Prêt-à-Porter 5 e que também foi levado ao Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, arrancando lágrimas de muitos espectadores. Sua consagração definitiva veio com a nova montagem de Medeia, que estreou em dezembro de 2002 e lhe rendeu o Prêmio Shell 2003 de Melhor Atriz. Em 2004 Juliana Galdino estava no Prêt-à-Porter 6, com a dramaturgia A Casa da Laurinha, desenvolvida em conjunto com Simone Feliciano, além de desempenhar os papéis de Jesus e do Juiz em O Canto de Gregório, de Paulo Santoro, com direção de Antunes Filho, e estrear no cinema com a personagem Ana no longa-metragem Nina, dirigido por Heitor Dhalia. Isso tudo, somado aos ensaios de Antígona, de Sófocles, a nova montagem de Antunes baseada na tragédia grega. Crítica: “Sua representação é tão peculiar que, por vezes, não sabemos se estamos diante da pessoa, da atriz ou da personagem, em escala crescente de indefinição” (Mário Vitor Santos, sobre o desempenho de Juliana na primeira versão de Medeia). “Juliana Galdino, que já se apresentou como Medeia, está excelente, especialmente como o Juiz” (Maria Lúcia Candeias, Doutora em teatro pela USP, em artigo na Gazeta Mercantil, comentando O Canto de Gregório). “Como a senhora de meia-idade dessa peça, Juliana Galdino, a poderosa protagonista de ‘Medeia 2’, ganha uma suavidade, uma doçura que impressiona pelo marcante contraste com outras personagens desenhadas em espetáculos pela vigorosa atriz” (Alberto Guzik, em 19/3/2004, sobre o desempenho de Juliana Galdino em Mulher de Olhos Fechados). “Ótima atriz, lidando com um personagem quase inexistente” (Daniel Schenker Wajnberg, em 23/1/2004, sobre o desempenho da artista no longa-metragem Nina).

Como juiz, em Cantos de Gregório: interpretação elogiada
Como Medeia: Prêmio Shell de Melhor Atriz
Como A mulher de olhos fechados: lágrimas na plateia
2003: consagração com o Prêmio Shell
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