FOOT, NELSON

(Jundiaí, 29/5/1908 +20/1/1984) – Filólogo, historiador, articulista e poeta. Filho de Alfredo Foot e Amy Tinson Foot. Depois de cursar o Ginásio José Bonifácio, do professor Giácomo Ítria, e o Colégio D. Pedro II, do professor João Luiz de Campos, Nelson Foot seguiu os estudos como autodidata, servindo-se da vasta biblioteca que formou em sua casa.  Lecionou Português, Latim e Inglês na Escola Normal de Santa Rita do Passa Quatro, da qual também foi diretor; Português e Inglês na Escola de Comércio Prof. Luiz Rosa e Latim, Inglês e Francês no Colégio Estadual, em Jundiaí. Depois de instalar quatro escolas do SENAI em São Paulo, implantou a de Jundiaí, da qual foi o primeiro diretor. Também colaborou na instalação do antigo Colégio Técnico Agrícola, atual Escola Técnica Estadual Arquiteto Vasco Antonio Venchiarutti, e trabalhou na Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Destacou-se, entretanto, sobretudo, por seus estudos no campo da Filologia e por sua contribuição para o esclarecimento da história de Jundiaí. Seu interesse pelo vernáculo, revelado já nos tempos de estudante, aprofundou-se mais com o exercício do magistério, fazendo-o ser conhecido, já nos anos 30, como a maior autoridade linguística de Jundiaí. Foi, por essa época, convidado a escrever uma seção especializada no jornal A Folha, a qual manteve, por vários anos, saciando a sede de saber dos seus leitores, que a identificavam sob o título Questiúnculas da Língua Portuguesa. Mais tarde, voltando os seus estudos também para a área de História, Foot colaborou em duas obras fundamentais para o entendimento das origens da cidade – a primeira delas, Em Torno da História de Jundiaí, publicada em 1955, no terceiro centenário da elevação de Jundiaí a Vila, e a outra, Elementos Para a História de Jundiaí, produzidas em parceria com Armando Colaferri e, publicada em 1972. Em 1942, Foot esteve à frente do grupo que constituiu na cidade a Casa de Castro Alves, entidade para cuja presidência foi aclamado por intelectuais do porte de Benedito de Paula Certain, Lázaro Miranda Duarte, Carlos Veiga, Guilherme Enfeldt, Tibúrcio Estevam de Siqueira, Casimiro Brites Figueiredo e Plínio Martins Bonilha, entre outros. Manteve ativa colaboração na imprensa, publicando não somente artigos sobre os assuntos em que era especializado, mas, também, poesias e crônicas, havendo, em um de seus últimos trabalhos deste teor, elaborado um texto com cerca de 40 linhas, sem o uso da primeira vogal (Artigo Mudo, Jornal de 2ª Feira, 1975). Colaborou, ainda, no Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, de Laudelino Freire e João Luiz de Campos, e publicou individualmente: Da Língua Latina (1932); Como Ensinar Latim (1933); A Importância da Língua Portuguesa (1944); A Palavra Doutor (in Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, nº 18, Rio de Janeiro, 1945); A Obra Poética do Padre Guerrazzi (1947); Poesia Popular (in Rotary Brasileiro, nº 224, Rio de Janeiro, 1947); João Luiz de Campos, filósofo e filólogo (in Língua e Linguagem, Revista da Academia Brasileira de Filologia, Rio de Janeiro, 1947); A Educação na Grã Bretanha (S. Paulo, 1959).

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