D’ANGIERI, ATTÍLIO

(Fano-Itália, 10/3/1882 +Jundiaí, 27/10/1959) – Pistonista. Filho de Catterina e Constantino Michele D’Angieri. Attílio D’Angieri partiu de Genova aos sete anos de idade, junto com seus pais, em maio de 1889. Chegando ao Brasil, estabeleceu-se primeiramente em Campinas-SP, onde, bem cedo, começou a destacar-se como músico, tornando-se 1º pistonista da Banda Ítalo-Brasileira, ali fundada em 1895. Estudou música com os maestros José Bovolenta e Giuseppe Troiano. Em 1896, aos 14 anos, tocou, como solista, no enterro de Carlos Gomes, e teve o seu nome inscrito no livro de honra do mausoléu do grande compositor brasileiro. Eram seus colegas na Banda Ítalo, nessa época: Giuseppe Troiano (Maestro Zé Troiano), Constantino Suriani, Romualdo Suriani, Pamphilo Sabbatini, Giovani Suriani, Mechele de Filipis, Gabriel de Vasconcellos, Ernesto Ricci, Benjamin Constante da Silva, Pompeu de Tullio, Martinho Bhade, Clemente Hilkner, Paulo Suriani, Francisco Bucci, Marco Vivarelli, Giustino Scamuffo, Domênico Curcio, Francisco di Tullio, Umberto Troiano, Natale Salateo, Francisco Vivona, Palmério Suriani, Diogo Bratifisch e João de Tullio. Em 1909 Attílio transferiu-se para Jundiaí, vindo fazer parte do quadro de funcionários e da banda da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Ao longo de sua carreira como músico, chegou a tocar várias vezes em shows de Zequinha de Abreu, fez parte da Banda de Rocinha e foi líder do Jazz Independência, que fazia a sonorização dos filmes mudos da época. Em 1940, esteve ao lado de Jorge Vieira (1º sax), Riccieri Cecato (pistão), Rolando Hedlund (contrabaixo), Didi Juvêncio (sax), Luiz Gonzaga Gil (sax tenor), Didi (baterista) e Haroldo Rigoni na formação do Jazz Ideal, que precedeu à criação do Jazz City Swing – o mais antigo grupo orquestral jundiaiense ainda em atividade. Compôs várias valsas, marchas e mazurcas, destacando-se, entre elas, a marcha fúnebre Virgínia e Una Lacrima Sulla Tomba Dei Miei Genitori, também orquestrada por ele.

Foto da Banda Ítalo de Campinas, tirada no Bosque dos Amarais, em 1896.
Attílio é o segundo que aparece em pé, da esquerda para a direita.
Nesta outra foto, Attílio, com seu pistão, integrando a Banda da Rocinha (atual Vinhedo).
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EFEMÉRIDES
Em 16 de junho de ...
1927 Nascia em Jundiaí o escritor jurídico e fotógrafo amador Walter Campaz.
1952 Nascia em Morungaba-SP a contista, cronista e artista plástica Maria Helena de Paula Gomes Dias (Lena).
1966 Falecia em Jundiaí, aos 73 anos, o professor João Duarte Paes.
1982 Falecia em Jundiaí, aos 47 anos, o professor, jornalista e radialista Nelson Álvaro de Figueiredo Brito.
1987 Falecia em Jundiaí, aos 83 anos, o intelectual autodidata Walter Gossner.    
2023 Falecia em Jundiaí, aos 82 anos, o advogado, radialista e professor universitário Reinaldo Ferraz de Barros Basile.

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