COPELLI, DEOLINDA

(Jundiaí, 25/10/1893 +3/7/1973) – Pianista e compositora. Filha de Francisco Copelli e de Conchetta D’Agostini, desde a infância Deolinda revelou tendência para a arte musical. Fez seus estudos de piano no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, tendo ali como seus professores Agostinho Cantu, Savino de Benedictis e Samuel Archangelo. Na fase de aperfeiçoamento, estudou com o concertista Alfredo Oswald e com a pianista Antonieta Rudge. Foram seus contemporâneos no conservatório paulista, entre outros, o escritor, poeta e musicista Mário de Andrade, figura exponencial da Semana de Arte Moderna de 1922, e o festejado compositor Francisco Mignone. Deolinda lecionou música e canto orfeônico na Escola Industrial Dr. Antenor Soares Gandra e na Escola Normal Livre de Jundiaí, onde constituiu um grupo de vozes que se tornou bastante afamado, a ponto de, por diversas vezes, ser convidado para participar em programas da Rádio Tupi. Como fundadora do Conservatório Musical de Jundiaí, trouxe para a cidade professores de grande renome, possibilitando a seus alunos a aprendizagem de piano, canto, órgão, violino e violoncelo, em estágios avançados. Foi, também, por 15 anos, diretora do Coro da Matriz de Nossa Senhora do Desterro, hoje Catedral de Jundiaí. Por seus reconhecidos méritos na arte pianística, foi nomeada pela Fiscalização Artística de São Paulo, inspetora do Instituto Musical Dr. Gomes Cardim, na cidade de Campinas-SP. Como concertista e recitalista, apresentou-se inúmeras vezes nos cines-teatros República e Polytheama, participando de festivais beneficentes. Entre suas apresentações no República, é ainda lembrado um concerto a dois pianos realizado em prol das obras da Igreja Matriz, onde executou, junto com a pianista Antonieta Rudge, Sonata Opus 27, de Beethoven, e Dança Macabra, de Saint Saëns. No Polytheama, tocou acompanhada da Orquestra da Cultura Artística, sob regência do maestro José Maria Passos, e também se apresentou, com outros artistas, em festivais que tiveram a colaboração de Giácomo Venchiarutti, então diretor daquele teatro, e dos professores Deodato Pestana e Glória Rocha. Foram muitas, também, as suas apresentações em concertos e recitais fora de Jundiaí, como os realizados na Associação dos Empregados do Comércio de Santos, onde foi acompanhada por Ângelo Pellicciari ao violino; na festa de encerramento do Congresso dos Médicos, no Salão Urca, em Poços de Caldas-MG; no salão nobre do Instituto Dr. Gomes Cardim, em Campinas, e no Teatro Municipal de Araraquara-SP, onde esteve com a orquestra da S.J.C.A., em concerto beneficente em prol da Maternidade Gota de Leite. Como compositora, deixou numerosas peças musicais, destacando-se, entre elas, a sua Valsa Romântica, que ganhou execução especial da Orquestra Sinfônica de Amadores, regida pelo maestro Leon Kaniefski, quando da apresentação desta no Clube Jundiaiense. Por sua residência passaram personalidades de expressão na cultura brasileira e internacional, como o poeta Menotti Del Picchia, a declamadora Margarida Lopes de Almeida, o pintor Diógenes Paes, a pianista Antonieta Rudge, a concertista Lydia Alimonda e a cantora Elza Marwell. Dentre a vasta contribuição que deu para a projeção cultural de Jundiaí, há que ser lembrada, ainda, a promoção do recital de Tito Schippa, no Cine-Teatro Polytheama, quando da turnê realizada por esse tenor  italiano no Brasil.

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