CIPOLATO, ALDO

(Jundiaí, 24/5/1915 +30/3/2003) – Jornalista, historiador e poeta. Pseudônimo literário: Brasilicus. Nascido no bairro da Vila Arens, filho de Antonio Cipolato e de Regina Danielli, naturais da Itália, Aldo iniciou seus estudos primários na Escola Paroquial de Vila Arens, concluindo-os no Grupo Escolar Cel. Siqueira Moraes. Ingressou, em seguida, no Ginásio José Bonifácio, onde cursou o secundário e o preparatório para a faculdade, que, entretanto, não chegou a cursar. Fez, mais tarde, cursos práticos de Psicologia, Extensão Cultural sobre Ruy Barbosa, Legislação Trabalhista, Religião e Arqueologia, assim como estudos de Latim, Francês, Italiano e Espanhol. Em 1937 e 1938, exerceu as funções de secretário e secretário geral da Sociedade Musical Ítalo-Brasileira, mais tarde denominada Sociedade Musical e Recreativa União Brasileira, da qual, também, durante muitos anos, foi orador oficial. Deve-se a ele, ainda, a organização da primeira biblioteca da S.M.R.U.B., a qual levou o nome de Biblioteca Aldo Cipolato, em sua homenagem. Por 12 anos Aldo foi redator-secretário da revista Vitória, órgão da imprensa jundiaiense, já extinto, que circulava mensalmente, tratando dos assuntos agrícolas. Também colaborou na revista Chácaras e Quintais, editada em São Paulo; foi redator-chefe do antigo jornal O Popular, colaborador de A Folha, O Jundiaiense, A Comarca, Revista de Jundiaí, Jornal de Jundiaí e Jornal da Cidade, e correspondente do Fanfula, que era editado em São Paulo, no idioma italiano. Colaborou, ainda, em vários outros jornais brasileiros, tais como O Serrano (Serra Negra-SP), A Tribuna (Itatiba-SP), O Tambaú (Tambaú-SP), A Marcha (Rio de Janeiro), Jornal de Santo Antonio (Petrópolis-RJ) e Folha do Norte do Paraná, e da  revista Por um Mundo Cristão, editada em Belo Horizonte (MG), na qual publicava artigos sobre cultura religiosa e questões sociais. Manteve-se por mais de 30 anos como colaborador do Jornal de Jundiaí. Pesquisador incansável das coisas de Jundiaí e, particularmente, do bairro de Vila Arens, em 1995 Cipolato publicou o livro Jundiaí na História, reunindo parte de seus artigos publicados na imprensa. Grande conhecedor da obra de Plínio Salgado, de quem foi amigo pessoal, desenvolveu alentados estudos sobre o pensamento do antigo líder integralista. Produziu, também, dezenas de artigos e ensaios sobre a obra de Euclides da Cunha, parte dos quais ganhou relevo em livros, como a Enciclopédia de Estudos Euclidianos, publicada em 1983. Seus poemas da juventude estão reunidos no livro Culto à Poesia, ainda por publicar. Membro fundador da Academia Jundiaiense de Letras, Aldo Cipolato ocupou a cadeira nº 30 desse sodalício. Todo o seu vasto acervo de livros, jornais, revistas, recortes e originais foi incorporado ao acervo do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, pouco antes de sua morte.

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