CARVALHO, EDISON JOSÉ

(Jundiaí, 28/7/1968 +23/8/2006) – Ator autodidata. Nome artístico: Edinho Carvalho. Iniciou sua carreira aos 10 anos de idade, fundando, com seu amigo Antonio Rogério Adami, o Clube da Patotinha, grupo infantil que animava festas de confraternização, concursos de dança, atividades circenses e shows que mesclavam teatro e música. Em 1983, então aluno do Senai, estreou no teatro amador com a peça Comprando Disco. Nesse mesmo ano, participou em outro trabalho do grupo, A Velha Surda – baseado num dos quadros do programa de TV A Praça da Alegria – para ser apresentado na escola por ocasião do Dia do Professor. Em 1984, ainda no Senai, atuou no monólogo O Caipira e na peça O Parto Lunático. Em 1985, estudando Processamento de Dados nas Escolas Padre Anchieta, colaborou na montagem da peça Procura-se Um Louco Amor, apresentada a alunos e professores no anfiteatro do estabelecimento. De 1986 a 1990, integrou o grupo TAMEJ – Teatro Amador da Mocidade Estudantil Jundiaiense Luiz Fernando Delacqua – tomando parte nas seguintes montagens: O Processo 1313, com texto e direção de Miriam Selig, apresentada várias vezes na cidade e em festivais no interior do Estado; O Caso Estéril, com texto de José Moreira e direção de Miriam Selig, apresentada no II Encenarte de Jundiaí (Sala Glória Rocha); Casais Em Crise, com texto de José Moreira e direção de Miriam Selig (depois de estrear na Sala Glória Rocha, esta peça foi levada para o Teatro Cenarte – bairro da Bela Vista, São Paulo –, onde fez curta temporada, tendo, em seguida, novas apresentações em Jundiaí); É da Mulher o Último Grito, com texto de Maria Cristina Castilho de Andrade e direção de Miriam Selig, apresentada na Sala Glória Rocha, em março de 1988, no Dia Internacional da Mulher; Morrer Para Viver (última montagem do grupo Tamej), apresentada no Colégio Técnico de Jundiaí. Em 1990, depois de passar pelo grupo Propagare, trabalhando na peça Deus e o Diabo na Terra dos Anjos, Edinho fundou com alguns ex-integrantes do Tamej o Grupo Expressão Nua Teatral – GENT, e iniciou a montagem de A Dama da Foice, com texto de José Moreira e direção de Marco Antonio Sanches, porém o trabalho foi interrompido pela dissolução do grupo. Em 1992, integrou a Companhia Kundo de Repertório, que também durou pouco, mas produziu O Avarento, adaptação do clássico de Molière, com direção de Ricardo Grasson. Essa peça ganhou nova montagem em 1993, através da Escola de Arte Dramática de Jundiaí, novamente com a sua participação nos papéis de Anselmo e La-Flèche, e desta feita foi levada no Festival de Teatro Amador de Jundiaí e no Festival Estadual de Marília-SP, onde conquistou a maioria dos prêmios. Em 1993, coube-lhe o papel principal da peça Dalí, Delírio e Paranóia, montada pela Cia. Teatral Artépoca, com texto do artista plástico Marco Antonio Scarelli e direção de Marcel Garcia. Este trabalho estreou na Sala Glória Rocha no mês de agosto, durante a Semana de Arte de Jundiaí. Depois desta peça, Edinho foi convidado para compor o grupo Cabeças Pel’Arte – outro grupo de curta duração – para o qual produziu A Terra dos Meninos Pelados, adaptada de Graciliano Ramos, com direção de João Antonio. O espetáculo foi apresentado na EEPSG Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, em Jundiaí, e no Ginásio Municipal de Esportes de Itupeva-SP. Depois destas experiências, Edinho teve a sua primeira experiência no teatro profissional, integrando o elenco da Kompanhia de Teatro Multimídia na montagem do espetáculo A Grande Viagem de Merlin (texto de Luiz Alberto de Abreu e direção de Ricardo Karman). A Viagem de Merlin foi tema de reportagens do Fantástico e do programa Bom Dia, São Paulo, da TV Globo; dos programas Vitrine e Metrópolis, da TV Cultura; dos jornais da TV Manchete e da TV Bandeirantes; dos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Folha da Tarde, Diário Popular e Diário do Povo, de Campinas, e das revistas Veja, IstoÉ, Manchete e Elle, além da edição sul-americana da revista Time e de outras publicações dos Estados Unidos, Alemanha e Japão. Paralelamente ao trabalho na Kompanhia Multimídia, Edinho compôs, em 1996, o grupo TJE, para a apresentação da performance Troço e Caroço em Busca de Osso no evento Pão & Poesia II. Na reabertura do Teatro Polytheama, em dezembro de 1996, o ator voltou a interpretar Dalí, na montagem Van Gogh — Uma homenagem a Antonin Artaud, sob direção de Jéfferson Primo e Alexandre Ferreira. Outras participações: Ballet El Amor Brujo (coreografia de Eliana Brega, 1988); Deus e o Diabo na Terra dos Anjos (texto de Wanderley Massaro, direção de Gisele Ferreira); A Queda Para o Alto, de Cristina Herzer, (direção de Cláudio Melo, 1991); Invasão, de Dias Gomes (direção de Ricardo Grasson, 1992); Psico-Bíos do Amor, de Graziela Regina Savy (direção de Janaína Pinheiro, Sala Glória Rocha, 1993); Tabacaria, de Fernando Pessoa (adaptação de Ângela Janaína, Josias Vianna Filho e João Antonio, 1993); O Homem das Cavernas (performance baseada na história da pintura, apresentada no saguão do Centro das Artes, em comemoração ao Dia do Artista Plástico, em 1994); Jesus Homem, de Plínio Marcos (Grupo de Teatro Quanta, 1998 a 2000; direção de Jéfferson Primo e Maurílio Domiciano); O Evangelho Segundo João Batista, de Alceste Madela (Pátio do Colégio, 2001; direção de Marco Ribeiro); O Cangaceiro, a série (filme dirigido por Aníbal Massaíni Neto e Carlos Coimbra); Carandiru (filme dirigido por Hector Babenco).

Edinho, em ação na peça “Van Gogh — Uma homenagem a Artaud”, encenada na reabertura do Teatro Polytheama, em dezembro de 1996.

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EFEMÉRIDES
Em 13 de junho de ...
1966 Nascia em Montevidéu-Uruguai a coreógrafa Lis Michele Garcia Alaniz Lopes.
2008 Falecia em Jundiaí, aos 63 anos, a pianista e bailarina Teresa Cristina Sciamarelli.

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