BARBOZA, CARLOS MARCELO NOGUEIRA

(São José do Rio Preto-SP, 21/1/1968) – Músico. Nome artístico: Marcelo Barboza. Morando em Jundiaí desde criança, Marcelo iniciou seus estudos de música aos seis anos de idade, aprendendo piano e flauta doce no antigo Conservatório Musical. Com 13 anos, tendo que escolher um instrumento complementar ao piano, optou pela flauta transversal, por ela vindo a se apaixonar, estudando com Mikhail Malt, na Escola de Música de Jundiaí. Participou de vários festivais, seminários e cursos de férias e, em 1981, no Festival de Londrina teve seu primeiro contato com músicos do mundo inteiro. Na adolescência integrou o grupo Quadrante Experimental Vento Sul, com o qual venceu o Festival Regional de Música de Campinas, realizado no Ginásio do Guarani Futebol Clube, tocando para um público de quase 4.000 pessoas. No Brasil, teve como professores José Ananias Lopes e Jean Noel Saghaard. Na Escola de Artes e Comunicações da Universidade de São Paulo, esteve sob orientação do professor Antonio Carlos Carrasqueira. Também, na ECA/USP, estudou Teoria e História da Música, com os professores Oliver Toni, Mário Ficarelli e Willy Corrêa, obtendo o título de Bacharel em Instrumento, em 1988. Realizou seu primeiro recital solo aos 16 anos e, desde então, atua como solista e camarista nas mais importantes salas de concertos do Brasil. Apresentou-se, inúmeras vezes, em duo com o violonista Fábio Zanon, tanto no Brasil como no exterior. Também atuou, em duo, com o pianista Ilso Muner, tendo gravado com este um CD dedicado exclusivamente ao repertório brasileiro. Foi vencedor dos mais importantes concursos nacionais, dentre estes o de Jovem Solista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, com a qual veio a apresentar-se como solista, sob regência do maestro Eleazar de Carvalho. Entre 1984 e 1988, foi integrante da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal de São Paulo, na qual, também como solista, atuou sob regência do maestro Jamil Maluf. Em 1989, contemplado com uma bolsa de estudos do British Council e da Fundação Vitae, iniciou estudos de pós-graduação na Royal Academy of Music, em Londres. Em 1991, após concluir os cursos de Estudos Avançados em Performance e de Licenciatura, foi contemplado com outra bolsa, concedida pelo governo brasileiro, para realizar curso de mestrado na Royal Academy of Music-University of London. Concluiu este curso em 1992 em Performance. Teve como professores na Grã-Bretanha: M. Bennett, Richard Taylor, Sebastian Bell, Lisa Beznosiuk (flauta barroca) e Malcolm Hill (orientador acadêmico). De volta ao Brasil, em 1994, ingressou, mediante concurso nacional, na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Em 1996 gravou o CD Paisagem Brasileira, em duo com a pianista Lídia Bazarian, com a qual fez turnês pelos Estados Unidos e Europa. Em 1997, aprovado por uma banca examinadora internacional, Marcelo foi promovido ao posto de Primeira Flauta da Sinfônica paulista, onde registra atuações, como músico e solista, sob regência dos maestros Colin Davies, Mark Helder, Martin Sieghard, Colin Metters, Theo Kapspoulos, Eleazar de Carvalho, entre outros. Também foi um dos músicos fundadores do Grupo Novo Horizonte, realizando várias séries de concertos e estreias mundiais, além da gravação de CDs dedicados à música contemporânea brasileira. Em abril de 2000 realizou a estreia mundial do concerto para flauta e orquestra do compositor Edmundo Villani Côrtes, como solista da Covent Garden Chamber Orchestra, na tradicional St. John’s Smith Square, em Londres, com grande sucesso de público e crítica especializada. Neste mesmo concerto, atuou como solista no Concerto Brandenburguês nº 5, de J. S. Bach. Em seguida, lançou na Europa o CD Tangos e Choros, com obras de Heitor Villa-Lobos, Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e outros compositores brasileiros e argentinos. Também gravou com Fábio Zanon e com um quarteto de cordas, diversas peças do compositor Edmundo Vilani Côrtes. Marcelo sempre mostrou grande versatilidade técnica na combinação de diferentes instrumentos, como flauta em alto, piccolo e traverso barroco, dominando vasto repertório de estilos contrastantes, além de manter intensa atividade com jazz e música popular brasileira. Atualmente, divide seu tempo entre as atividades na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, recitais por todo o Brasil, aulas particulares e séries de recitais nos Estados Unidos e Europa. Em 2001, participou de concertos na cidade, em comemoração aos 30 anos da Escola de Música de Jundiaí. Em 2002, após uma série de concertos na Bélgica e na Noruega, Mantovani retornou ao Brasil, no mês de outubro, para integrar a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo em uma turnê pelos Estados Unidos. 

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