ACCIOLY, AMADEU

Quixadá, 5/4/1899 +Jundiaí, 16/11/1978 – Pintor, jornalista e poeta. Aos 11 anos, quando se mudou para o distrito de Rocinha (atual Vinhedo), Amadeu Accioly já demonstrava grande inclinação para o desenho, pintura, e literatura. Ainda adolescente, começou a trabalhar como letrista e pintor de murais, não demorando a ganhar fama por suas criações, desenvolvidas tanto em fachadas comerciais como em varandas de residências. Mudando-se para Jundiaí, montou com Lamberto Sinatti um ateliê, onde, além de serviços de pintura de letreiros e cartazes, eram oferecidos trabalhos de decoração e cenografia, criação de originais, ampliação de qualquer tipo de bordado e também aulas de pintura. Já em 1934, tornava-se um dos principais articuladores da Liga dos Pintores de Jundiaí, sendo eleito para o cargo de secretário na assembleia em que se efetivou a fundação da entidade, em 29 de novembro daquele ano. Em 1939, era chamado para decorar o coreto da Matriz de Nossa Senhora do Desterro e ali pintava uma cena evocando a obra O Guarany, em homenagem ao compositor Carlos Gomes, cujo centenário de nascimento fora comemorado três anos antes. Teve participação, também, nos trabalhos de decoração das primeiras Festas da Uva de Jundiaí. Nos anos 1940, foi convidado para ministrar cursos de pintura no Gabinete de Leitura Ruy Barbosa e começou a atrair para lá renomados pintores da Associação Paulista de Belas Artes, da qual se tornara membro e representante na cidade. Desse movimento vieram resultar as primeiras exposições itinerantes de artistas da cidade e, em seguida, os primeiros Salões de Belas Artes realizados em Jundiaí, além da formação da pinacoteca do Gabinete de Leitura Ruy Barbosa, por cuja direção respondeu durante vários anos. Em 1965, colaborando com Padre Antonio Stafuzza na implantação do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, Accioly foi encarregado de organizar a respectiva pinacoteca, buscando doações de diversos artistas. Também nesse período (1965 e 1967), realizou no Parque da Uva duas exposições com quadros trazidos da Pinacoteca do Estado, e outras três no antigo casarão da família Storani, na Rua Barão de Jundiaí, em frente ao Cine Ipiranga, reunindo pinturas, desenhos, esculturas, cerâmicas e decapês. Também fez parte da comissão organizadora do I Encontro Jundiaiense de Arte (EJA), realizado em 1969, no Parque da Uva. Em paralelo à pintura, Accioly desenvolveu intensa atividade jornalística e literária, publicando reportagens, artigos e poesias tanto nos órgãos de imprensa locais como de outras localidades, como o Jornal de Uberlândia (MG), o diário O Anápolis (GO) e o Diário Nacional, do qual, já em 1931, se tornara correspondente. Em todos os seus artigos o principal assunto sempre foi arte. Em um de seus escritos, preparado para o catálogo do I Salão de Belas Artes de Jundiaí, em 1961, ele conclamava:”Jundiaiense! Sobe nas asas da tua imaginação, a um ponto também imaginário, e contempla o espetáculo majestoso da tua cidade: risonha na graça dos jardins; imponente, agitada e dinâmica no movimento das ruas; tranquila e prestigiada na solidez honesta de seu comércio; fecunda e admirada na criação de seus artistas; dignificada pelo trabalho de suas fábricas e, mais do que tudo, sobre tudo, engrandecida pelo nível cultural de seu povo (…)”. Em 1986, lembrando a passagem dos dez anos da morte desse artista, a Comissão Municipal de Artes Plásticas fez realizar uma mostra de suas obras no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, dentro do Projeto Raízes da Cidade. Em 1999 / 2000, no centenário de nascimento de Amadeu Accioly, foi reservada uma sala especial para as suas obras na mostra Jundiaí: Educação com Arte, realizada no Complexo Cultural Argos.

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