As festas sempre foram uma manifestação comunitária em que as artes tiveram espaço em Jundiaí – principalmente a música. Entre as festas de tradição realizadas em bairros rurais estão a Festa do Frango, Polenta e Vinho (Bairro da Toca); a Festa da Varginha e a Festa da Roseira. Em 1988, com o centenário da imigração italiana, surgiu a Festa da Colônia Italiana, que, desde então, se repete anualmente, no mês de maio, com barracas instaladas ao redor da Igreja Sagrado Coração de Jesus, onde são servidos variados pratos à base de massas e realizados shows com música típica italiana. A Festa da Padroeira, realizada no dia consagrado a Nossa Senhora do Desterro (15 de agosto), é a que detém maior tradição na cidade, no âmbito da comunidade católica. Junto às paróquias, mais recentemente, ganharam destaque a Festa Portuguesa (Vila Arens) e a Luzes da Ponte (na Ponte São João), além de algumas outras. As festas de Carnaval também surgiram na primeira metade do século, mas as escolas de samba multiplicaram-se apenas a partir dos anos 70. Na esfera beneficente, a Feira da Amizade foi um dos principais eventos da cidade a partir do final dos anos 1960, quando foi criada e coordenada por Mercedes Marchi. Essa feira acabou perdendo a sua força na década de 90, até, por fim, desaparecer do calendário municipal. Em 1993 este interesse pelas entidades seria compartilhado pelo grito social contra a fome na campanha da cidadania, que criou o festival cultural Pão & Poesia, defendendo mais espaço para os artistas locais. Outras festas, como Porradaria, Rap Solidário e Cachorro Louco, surgiram para abrigar tendências culturais diversas. Também nesta linha aconteceram algumas festas de peão de boiadeiro – estas, banidas a partir de 2001, por influência das sociedades protetoras dos animais. Menos frequentes, os salões de arte e festivais de música deixaram uma lacuna depois da década de 70. Findos os Salões Jundiaienses de Belas Artes, que eram organizados por Amadeu Accioly, nos anos 1950 e 60, surgiram os Encontros Jundiaienses de Arte, que tiveram a sua época entre 1969 e 1976, e os Salões de Arte Contemporânea da Associação dos Artistas Plásticos, realizados entre 1975 e 1981. Depois disso, a cidade só veio sediar um grande salão oficial de arte em 1992 – afora o Salão Nacional de Humor realizado em 1991 e que caiu no esquecimento justamente depois de ser oficializado por lei municipal. Também perderam tradição eventos como as congadas, a Folia de Reis e a Festa do Divino, que empolgavam os moradores da cidade até meados do século XX.

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EFEMÉRIDES
Em 29 de novembro de ...
1911 Nascia em Jundiaí o fotógrafo amador Oswaldo Willy Fehr.
1955 Nascia em Jundiaí a escritora Thaty da Cunha Marcondes.
1955 Era criada em Jundiaí a Jundiá Filmes, responsável pela produção de filmes que contaram com atores locais e grandes nomes do cinema nacional.
1965 Nascia em Jundiaí o compositor Ailson do Amaral Vanderlei Jr.
1967 Falecia em São Paulo, aos 73 anos, o dramaturgo Francisco Antonio Vidile.
1969 Falecia em Jundiaí o violonista e compositor Rubens Torricelli.
1970 Nascia em Jundiaí a pintora e escultora Cristiane Suiter.
1971 Nascia em Jundiaí o diretor de cinema Renato Natal de Oliveira (Mindu).
2002 Falecia em Jundiaí o cantor e compositor Antonio Geromel.
2005 Falecia em São Paulo, aos 69 anos, o locutor esportivo Luiz Augusto Maltoni.

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