Jundiaí, 1961 +25/11/2025 – Ator e diretor teatral. Wagner Nacarato começou a atuar no palco com 14 anos, integrando o grupo teatral do Ginásio Estadual da Vila Arens (GEVA), atual EEPSG Dr. José Romeiro Pereira. Entusiasmado com essa experiência, dirigiu, em 1982, a montagem de “Jerusalém”, encenada por um grupo independente. Em 1986, depois de se bacharelar em Letras pela USP, foi para o Centro de Pesquisa Teatral do Sesc, em São Paulo, aonde desenvolveu amplamente o seu potencial, sob orientação de Antunes Filho. Nessa época, participou das montagens A Hora e a Vez de Augusto Matraga e Rosa de Cabreun. De volta a Jundiaí, em 1988, montou com outros atores do CPT o Núcleo de Artes Cênicas-NAC, que acabou se tornando um dos principais centros de lapidação de talentos para o teatro no interior do Estado de São Paulo. Dirigiu, pelo NAC, espetáculos como “Quatro Décadas e um Sonho”, “Utopia Geraes”, “Lembranças do Mambembe” e “Parsifal, o Cavaleiro das Estrelas” – este, estreado no Polytheama, em 1997. Paralelamente ao trabalho no NAC, Wagner Nacarato ministrou aulas de teatro para alunos do Colégio Divina Providência, com os quais também produziu espetáculos de grande repercussão, tais como: “Terra à Vista” (1992), “Sonho de uma Noite de Verão” (1993), “Julieta e Romeu” (1994), “A Fantasia” (1995), “A Bela e a Fera” (1996), “Peter Pan” (1997) e “Contos de Paz” (2000). Também respondeu pela direção cênica do musical “Os Miseráveis”, montado pela Companhia de Artes e Cultura Canto Vivo em 1995. Em 2004, Wagner renovou essa montagem, com participantes do projeto Teatro: Assim se Faz, Assim se Aprende (pessoas da terceira idade e jovens carentes) e também montou e dirigiu o espetáculo “Paixão de Cristo, segundo São Matheus”, de Johann Sebastian Bach, que foi levado na Catedral Nossa Senhora do Desterro. Teve atuação também na Secretaria de Cultura de Jundiaí, como primeiro diretor do Theatro Polytheama e como diretor de Teatros do Município.

